Bolsas européias caem com petróleo e à espera do Fed

As bolsas européias operam em forte baixa, pressionadas pela alta do petróleo nos mercados futuros, que por sua vez é causada pela informação de que a British Petroleum interrompeu no domingo a produção no seu poço em Prudhoe Bay, no Alasca, devido a um vazamento num oleoduto, causado por corrosão. Em Londres, as ações da British Petroleum caíam 1,8% esta manhã. Trata-se do maior poço petrolífero em operação nos EUA, fornecedor das refinarias da costa ocidental do País. Estão sendo deixados de ser produzidos cerca de 400 mil barris diários por dia, ou 8% do total da produção petrolífera dos EUA. A expectativa com o resultado do encontro amanhã do Fed (banco central americano) sobre a taxa de juros também limita o campo de ação dos investidores nas bolsas européias. Existe um elevado número de apostas na pausa do ciclo de aperto monetário nos EUA, mas alguns participantes ainda consideram a perspectiva de as autoridades subirem a taxa dos Federal Funds mais uma vez, para reforçar o combate à inflação. O mercado se divide também em dúvidas sobre se a economia norte-americana não entrará em processo de desaceleração prejudicial ao lucro das companhias. Às 9h52 (de Brasília), o índice FT-100, da Bolsa de Londres, caía 0,88%; o índice CAC-40, da Bolsa de Paris, recuava 1,33%; e o índice Xetra-DAX, da Bolsa de Frankfurt, caía 1,43%. Os papéis das montadoras e das companhias químicas estão entre os destaques de baixa, já que ambos setores são sensíveis a variações nos preços do petróleo. As ações da Volkswagen caíam 1,8%, as da BMW cediam 2,4% e das montadoras francesas Renault e Peugeot recuavam mais de 1%. A retração nos preços futuros do cobre prejudicaram o desempenho das maiores mineradoras na Europa. BHP Billiton e Rio Tinto caíram mais de 2%, mais cedo. O cobre cedeu apesar da ameaça, confirmada hoje, de greve na mina chilena Escondida. A BHP Billiton detém 57,5% de participação na mina; a Rio Tinto, 30%. As maiores companhias aéreas estão igualmente em foco, depois de atualizarem os números sobre embarques. Os papéis da EasyJet caíram 1,6% e as da Air France-KLM perderam 0,4%. A Air France-KLM, maior companhia aérea na Europa, disse que o tráfego subiu 4,9% em julho, em linha com sua capacidade. O fator que mede o número de passageiros em relação às cadeiras disponíveis ficou estável em 85,2%. A EasyJet disse que o número de passageiros que viajaram em suas aeronaves subiu 11,3% em julho, para 3,17 milhões, comparado ao mesmo período do ano passado e o fator "load" subiu dois pontos percentuais, para 90,4%. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

07 de agosto de 2006 | 09h59

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