Bolsas europeias caem com realização de lucro

Pagamento mais alto de retorno ao investidor pela Itália contribui para queda de índices europeus

Gabriel Bueno, da Agência Estado,

28 de outubro de 2011 | 14h57

Os principais índices dos mercados da Europa fecharam quase todos em baixa, com investidores realizando parte dos recentes lucros, e a Itália pagando yield (retorno ao investidor) mais alto para vender bônus em um leilão.

O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,17%, para 249,0 pontos. Ontem, o índice ganhou 3,6%, após os líderes da União Europeia (UE) anunciarem um plano abrangente para reduzir a dívida da Grécia, recapitalizar bancos e evitar o contágio em outras nações endividadas, como a Itália. Na semana, o Stoxx 600 teve ganho de 4,21%.

Os investidores estão "realizando algum lucro", disse Steen Jakobsen, economista-chefe do Saxo Bank. Ele também citou os comentários da agência Fitch, segundo os quais o desconto de 50% na dívida da Grécia em poder de investidores privados seria um default (calote) e levaria o rating soberano a um nível "pós default", dentro da categoria "B" ou menor, dependendo da participação dos credores privados. Em julho, a Fitch havia afirmado que um plano anterior de desconto de 21% para a dívida da Grécia seria um default restrito.

Em Milão, o índice FTSE MIB caiu 1,78%, para 16.653,55 pontos, com o aumento no custo para empréstimos do governo de Roma em um leilão de bônus. Na semana, o FTSE MIB ganhou 3,33%.

A siderúrgica sueca SSAB e a incorporadora JM AB estavam entre as principais ganhadoras no Stoxx 600. Elas tiveram alta em Estocolmo de 7,4% e 14%, respectivamente, após divulgarem fortes ganhos em seus balanços. Também na Suécia, Electrolux ganhou 6,8% após registrar lucro acima das previsões.

Na França, o índice CAC-40 recuou 0,59%, para 3.348,63 pontos, com as ações da Electricité de France cedendo 5,5%. A companhia do setor de energia decidiu adiar a construção de quatro reatores nucleares no Reino Unido. Na semana, o CAC-40 teve alta de 5,59%.

As ações da Renault avançaram 4,5%, após a fabricante de automóveis informar no fim da quinta-feira sobre um aumento de 12% em seu lucro e confirmar a previsão para o ano. A rival Peugeot Citroën, porém, cedeu 1,6% após analistas do Royal Bank of Scotland rebaixarem as ações da companhia de "comprar" para "manter".

As ações de bancos continuaram com fortes altas, como na sessão anterior. Crédit Agricole e BNP Paribas ganharam 3,7% e 3,5%, respectivamente.

As ações da Total caíram 1,9%. A companhia petrolífera informou sobre um aumento de 17% em seu lucro líquido no terceiro trimestre, para 3,3 bilhões de euros, mas informou que sua produção de hidrocarbonetos recuou 0,9% em comparação com o terceiro trimestre de 2010, em meio a problemas na produção da Líbia.

Na Alemanha, o índice DAX 30 fechou em alta de 0,13%, em 6.346,19 pontos, e teve alta de 6,28% na semana. Fresenius Medical Care subiu 4,7%. As ações da farmacêutica Linde ganharam 1%, após a empresa confirmar sua previsão para o ano.

Já o índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, caiu 0,20%, para 5.702,24 pontos. As ações de bancos tiveram perdas, após os fortes ganhos da sessão anterior. Barclays recuou 4,2% e Lloyds caiu 5,2%. Royal Bank of Scotland fechou em queda de 3,6%. Na semana, o FTSE 100 ficou em alta de 3,89%.

Na Espanha, o índice Ibex 35 caiu 0,50%, para 9.224,40 pontos. Na semana, o Ibex 35 ganhou 4,20%. Já o PSI 20, da Bolsa de Lisboa, fechou em 0,78%, para 5.945,63 pontos, e na semana recuou 0,80%. As informações são da Dow Jones.

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