Bolsas européias caem; Volks cede e Santander sobe

As bolsas européias operam em baixa, mostrando correlação ao desempenho das bolsas norte-americanas, enquanto digerem balanços de grandes empresas locais. Em Londres, às 11h07, o índice FTSE-100 caía 0,21%; Paris recuava 0,12% e Frankfurt, -0,61%. O Dow Jones cedia 0,06% e o Nasdaq, 0,70%, ambos se recuperando das mínimas. As ações da Volkswagen cediam 4,2%, em Frankfurt, enquanto transcorria a teleconferência para comentar o balanço da companhia. O grupo anunciou que seu lucro mais que quadruplicou no primeiro trimestre, graças às vendas melhores de seus modelos, mas o resultado ficou abaixo do esperado por analistas. A gigante automotiva anunciou lucro de 327 milhões de euros (US$ 410,39 milhões), de 70 milhões de euros no mesmo período de 2005. No entanto, os analistas previam uma cifra ao redor de 439 milhões de euros. A montadora entregou 1,361 milhão de veículos aos clientes no primeiro trimestre, um aumento de 15% ante o 1,183 milhão de unidades entregues no mesmo período de 2005. A companhia, a exemplo de outras montadoras, passa por um amplo programa de reestruturação para reduzir sua capacidade e custos trabalhistas. Os papéis do Santander Central Hispano subiam apenas 0,25%, mas eram um dos poucos papéis em alta na cesta do índice Ibex, referencial da Bolsa de Madri, reagindo ao balanço divulgado hoje pela instituição espanhola. O banco, que no Brasil é controlador do Banespa, divulgou salto de 26% no lucro líquido durante o primeiro trimestre,impulsionado pelo forte crescimento na demanda por empréstimos na América Latina e Espanha. O lucro líquido ficou em 1,49 bilhão de euros (US$ 1,87 bilhão) nos primeiros três meses do ano, ante 1,19 bilhão de euros de igual período do ano anterior. O consenso entre analistas era de lucro líquido de 1,45 bilhão de euros. A divisão do Santander na América Latina, que gera mais de um terço dos lucros do grupo, anunciou salto de 47% no lucro líquido no trimestre, para 618 milhões. Crescimento saudável do segmento de empréstimos, apreciação da moeda e uma contribuição positiva da receita com bônus foram os principais condutores da melhora nos lucros. Sentindo o efeito das vendas robustas na Ásia e nos EUA e a despeito dos custos elevados de marketing associados à Copa do Mundo na Alemanha, a Puma elevou suas projeções de lucros e vendas para 2006, após divulgar seu balanço com crescimento de 29,5% nas vendas do primeiro trimestre. As ações da empresa, no entanto, reagiram em queda de 1,9%, em Frankfurt, com os operadores atribuindo o desempenho negativo à realização dos lucros recentes. O lucro da companhia fabricante de materiais esportivos cresceu 2,4%, para 93,1 milhões de euros, de 90,9 milhões de euros no primeiro trimestre de 2005. As vendas aumentaram 29,5%, para 642,8 milhões de euros. Para 2006, a Puma previu lucro operacional de quase 360 milhões de euros, acima das previsões rebaixadas anteriormente para 300 milhões de euros a 360 milhões de euros. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

28 Abril 2006 | 11h15

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