Bolsas européias encerram em alta com confiança alemã

As principais Bolsas européias fecharam em alta, em reação ao índice de confiança do empresariado alemão em agosto, aos dados do PIB da Alemanha no segundo trimestre, que mostraram retomada dos investimentos, a informes de resultados de empresas e a informes de fusões e aquisições. Entre as empresas que divulgaram resultados estavam Swatch Group, da Suíça (cujas ações subiram 4,3% em Zurique) e Agfa-Gevaert, da Bélgica (com alta de 9,5% em Bruxelas). O índice FT-100, da Bolsa de Londres, fechou em alta de 9,1 pontos (0,16%), em 5.869,1 pontos. Um dos destaques do pregão foi iSoft, do setor de software para o setor médico; elas chegaram a cair 9,6%, em reação à notícia de que a empresa está sendo investigada por supostas irregularidades contábeis; no fim do pregão, porém, uma onda de compras levou iSoft a fechar em alta de 1,8%. As ações da Rexam, do setor de embalagens, fecharam em alta de 7,53%, em reação a seu informe de resultados; as da Rentokil Initial, do setor de controle de pragas, caíram 4,69%, depois de a empresa rebaixar sua projeção de lucro para o segundo semestre. As da empresa de apostas Ladbrokes caíram 3,5%, em reação a seu informe de resultados. Recomendações de analistas beneficiaram as ações da DSG International, do setor de comércio varejista (+2,3%), e Minerva, do setor imobiliário (5,2%). Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 30,12 pontos (0,59%), em 5.112,85 pontos. A alta foi liderada pelas ações da EADS, do setor de tecnologia aeroespacial e militar, com ganho de 2,49%, recuperando terreno depois das quedas recentes em reação à baixa do euro frente ao dólar. As do BNP Paribas subiram 1,42%, em reação a comentários dos analistas da Lehman Brothers. As da Alstom caíram 2,62%, devolvendo parte dos ganhos recentes. O índice Xetra-DAX, da Bolsa de Frankfurt, fechou em alta de 38,54 pontos (0,67%), em 5.814,08 pontos. O mercado abriu em baixa, mas passou a subir em reação à pesquisa do instituto IFO, da Universidade de Munique, que apontou recuo menor do que o previsto no índice de confiança em agosto. Um operador disse que se o DAX conseguir superar o nível de resistência de 5.850 pontos, isso poderá abrir caminho para que ele chegue a 5.915 pontos; o nível de suporte está em 5.800 pontos. Entre os destaques do pregão estavam Nordex (+1,4%) e Fielmann (-4%), em reação a seus informes de resultados. As ações da Volkswagen subiram 1,16%, recuperando terreno depois das quedas recentes, e as da ThyssenKrupp caíram 1,68%. Nesta sexta-feira, as atenções do mercado vão se concentrar no índice de preços ao consumidor preliminar da Alemanha em agosto. Na Bolsa de Milão, o índice S&P-Mib fechou em alta de 388 pontos (1,04%), em 37.671 pontos. A notícia de que as diretorias dos bancos Intesa e San Paolo IMI vão se reunir no fim de semana para discutir a possibilidade de uma fusão tirou o mercado do torpor do verão. "Agora é oficial: a consolidação do setor bancário na Itália está em andamento. As pessoas estão comprando tudo o que possa estar envolvido na consolidação", disse um operador. Os destaques do pregão foram Intesa (+7,60%), San Paolo IMI (+6,06%), Mediobanca (+5,06%), Mediolanum (+3,76%), Banca Popolare di Milano (+3,44%) e Capitalia (+2,44%). O índice Ibex-35, da Bolsa de Madri, fechou em alta de 43,30 pontos (0,36%), em 12.056,00 pontos. Operadores disseram que o mercado reagiu à pesquisa de confiança alemã IFO e ignorou os dados de vendas de imóveis residenciais novos nos EUA. As ações da Iberia subiram 1,05%, aproveitando a baixa dos preços do petróleo para recuperar-se das quedas recentes; as da Cintra Infraestructura de Transportes avançaram 1,87% e as da Telefónica subiram 0,75%. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 fechou em queda de 5,88 pontos (0,06%), em 9.898,81 pontos. As ações do Banco Comercial Português caíram 0,42%, as da Energias de Portugal recuaram 0,63% e as da Portugal Telecom subiram 0,51%. As informações são da Dow Jones.

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