Bolsas européias encerram em baixa com indicador fraco

As principais Bolsas européias fecharam em queda, depois da divulgação do índice de atividade dos gerentes de compras referente ao setor de serviços na zona do euro (57,1 em agosto, de 57,9 em julho). "Num momento em que os mercados não têm realmente nada de sólido em que se apoiar, acho que eles estão reagindo àquele indicador em particular", comentou o economista Peter Dixon, do Commerzbank. A abertura fraca das Bolsas dos EUA também contribuiu para o recuo das Bolsas européias. Na Bolsa de Londres, o índice FT-100 fechou em baixa de 4,9 pontos (0,08%), em 5.981,7 pontos. As ações da Cairn Energy, do setor de petróleo, chegaram a cair 3,8%, em reação a seu informe de resultados e anunciar o adiamento, por um ano, do início da produção do campo de Mangala, na Índia. As da empresa de serviços para o setor de petróleo Wood Group subiram 3,8%, depois de a empresa divulgar resultados. No setor de mineração, as ações da Kazakhmys subiram 3,42%, depois de o Citigroup elevar sua previsão para o lucro da empresa. A Bolsa de Paris fechou com o índice CAC-40 em queda de 30,39 pontos (0,58%), em 5.172,85 pontos. Segundo operadores, as declarações do economista-chefe da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Jean-Philippe Cotis, sobre as perspectivas de crescimento econômico dos países mais avançados trouxeram de volta as preocupações quanto à direção das taxas de juro. As ações da L'Oreal caíram 0,69%, depois de rebaixamento de recomendação pela Morgan Stanley. As da Electricité de France (EdF) recuaram 1,93%, em reação a rebaixamento de recomendação pelo Crédit Suisse. As da Compagnie Générale de Geophysique, que fornece produtos e serviços para o setor de exploração de petróleo e gás, caíram 8%, depois de a empresa anunciar a compra da norte-americana Veritas DGC por US$ 3,1 bilhões. O índice Xetra-DAX, da Bolsa de Frankfurt, fechou em queda de 25,65 pontos (0,43%), em 5.884,07 pontos. Um operador disse que o atual movimento de correção poderá levar o DAX a cair até os 5.800 pontos, mas que os investidores deverão voltar ao mercado quando o índice começar a se estabilizar. As ações da Volkswagen operaram boa parte do pregão em queda, em reação ao acordo entre sua subsidiária brasileira e os metalúrgicos do ABC paulista, mas recuperaram terreno e fecharam em alta de 0,51%. Na Bolsa de Milão, o índice S&P-Mib fechou em queda de 83 pontos (0,22%), em 38.135 pontos.As ações da seguradora Alleanza caíram 3,41%, depois de a empresa dizer que seus planos para investimentos de 1 bilhão de euros estão suspensos até que fique claro qual será o impacto da fusão entre Banca Intesa e San Paolo IMI sobre sua joint venture com a Intesa. Entre os destaques positivos do pregão estavam Fiat (+1,45%) e Pirelli (+3,23%). O índice Ibex-35, da Bolsa de Madri, fechou em queda de 66,20 pontos (0,54%), em 38.135 pontos. Operadores atribuíram a queda à realização de lucros e a rebaixamentos de recomendação de analistas. As ações da Telefónica, que teve recomendação rebaixada pelo Deutsche Bank, caíram 1,34%; as da Red Eléctrica recuaram 1,74%, após rebaixamento de recomendação pelo Citigroup. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 fechou em baixa de 10,49 pontos (0,10%), em 10.006,76 pontos. O PSI chegou a cair abaixo dos 10 mil pontos durante o pregão, mas recuperou terreno. As ações da SonaeCom caíram0,60% e as da Energias de Portugal recuaram 0,95%, depois de rebaixamento de recomendação pelo Citigroup. Analistas do BPI disseram que o PSI-20 tem nível de suporte em 9.936,50 pontos e de resistência em 10.027,14 pontos. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

05 de setembro de 2006 | 14h58

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