Bolsas européias encerram em direções divergentes

As principais bolsas da Europa fecharam sem sincronia, com o mercado de Londres, particularmente, pressionado pelo enfraquecimento dos papéis das farmacêuticas e pelos dados decepcionantes de vendas da companhia de publicidade WPP Group. O fraco crescimento econômico nos EUA também repercutiu na Europa. Londres Em Londres, o FTSE-100 caiu 23,90 pontos, ou 0,39%, para 6.160,90 pontos, com as ações da AstraZeneca cedendo 3,8%. Nos dois últimos pregões, o papel registrou uma perda de 11,6%, após a companhia anunciar que não desenvolverá um medicamento para derrames depois dos resultados decepcionantes de avaliação. O Credit Suisse rebaixou a recomendação para o papel. O Credit Suisse também rebaixou a recomendação para as ações da Glaxo de neutra para underperform (abaixo da média do mercado), avaliando que a magnitude e visibilidade das perspectivas de lucros da empresa estão perdendo força. A GlaxoSmithKline fez uma série de divulgações negativas, incluindo o anúncio de que atrasará em quatro meses a apresentação para aprovação nos EUA de uma vacina para câncer cervical. O Merrill Lynch e o WestLB também mudaram os ratings da Glaxo e os papéis da empresa fecharam em baixa de 2,8%. Em contrapartida, as ações da Shire subiram 2,2%, após a companhia anunciar que seu lucro cresceu para US$ 87,2 milhões, enquanto seu faturamento evoluiu 19%. As vendas de seu medicamento Adderall XR para a desordem de déficit de atenção subiram 25%. A WPP caiu 2%, após informar que seu crescimento comparável no terceiro trimestre ficou, marginalmente, abaixo do registrado no primeiro semestre. As mineradoras fecharam em alta. A BHP subiu 0,59% e a Rio Tinto, 1,36%. Frankfurt Em Frankfurt, o índice DAX encerrou o dia em baixa de 21,65 pontos, ou 0,34%, em 6.262,54 pontos, afetado por perdas no final da sessão do mercado de futuros. A Volkswagen subiu 1,9%, em reação aos seus resultados. A montadora anunciou que seu lucro líquido caiu para 23 milhões de euros (US$ 29,28 milhões), afetado por itens especiais provocados pelos inúmeros programas de reestruturação da companhia, mas os resultados operacionais sugeriram que os esforços já estão surtindo alguns efeitos. O lucro líquido da montadora nos nove meses foi de 1,21 bilhão de euros (US$ 1,54 bilhão). Paris Em Paris, o CAC-40 terminou o dia com ganho de 37,76 pontos, ou 0,69%, para 5.396,03 pontos, com as ações da Peugeot subindo 2,7% com vendidos cobrindo posições mesmo após o quarto alerta consecutivo sobre lucro pela empresa, com os investidores acreditando que a situação da companhia não pode piorar. A ação é negociada a cerca de 10 vezes a sua previsão de lucro para 2007, com um prêmio em relação aos papéis da Renault, que valem 8,3 vezes a previsão de lucro para o próximo ano. Mas os papéis apresentam um desconto ante outras montadoras como a BMW, Fiat e Volkswagen. Madri Em Madri, o IBEX-35 encerrou o dia em 13.72580 pontos, com valorização de 92,70 pontos, ou 0,68%. Os papéis Telefónica subiram 1,7%, impulsionados pelos ganhos amplos do setor. A Repsol avançou 0,8%, após a Sacyr informar que pretende elevar a participação na empresa para 24,9%. Lisboa Em Lisboa, o PSI-20 subiu 4,85 pontos, ou 0,05%, para 10.569,64 pontos, enquanto o Mib 30, referencial da Bolsa de Milão, registrou acréscimo de 23,00 pontos, ou 0,06%, para 39.384 pontos. A Telecom Itália subiu 1,3%, após a France Telecom ter anunciado lucro acima do esperado. As informações são da Dow Jones.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.