Bolsas europeias encerram semana em queda

FTSE-100 cedeu 0,13%, aos 5.188,43 ponto e CAC-40 caiu 0,29%, em 3.515,06 pontos

Ricardo Gozzi, da Agência Estado,

28 de maio de 2010 | 14h27

Dados desestimulantes sobre os gastos dos consumidores nos Estados Unidos provocaram uma virada nas ações negociadas nas bolsas de valores europeias, que fecharam em baixa em meio a temores de que o ritmo da recuperação econômica esteja diminuindo. Enquanto isso, os papéis da British Petroleum protagonizaram uma das quedas mais expressivas do dia.

 

De acordo com o Departamento do Comércio dos Estados Unidos, os gastos pessoais dos norte-americanos ficaram estáveis em abril depois da alta de 0,6% registrada em março. Segundo o governo, os consumidores norte-americanos pouparam uma parte maior da renda em abril, deixando os gastos estáveis naquele mês.

 

Ao mesmo tempo, as ações da BP caíram 4,99% depois de a petrolífera ter informado que precisaria de mais 24 a 48 horas para concluir uma manobra para conter um vazamento de petróleo no Golfo do México, ontem confirmado como o maior desastre ambiental da história dos EUA, superando o derramamento causado pelo petroleiro Exxon Valdez, em 1989.

 

O índice pan-europeu Stoxx 600 cedeu os ganhos iniciais para terminar a sessão em queda de 0,32%, a 244,01 pontos. A queda, depois de dois dias de altas expressivas, não impediu que o índice encerrasse a semana com ganho acumulado próximo de 3%. No mês, entretanto, a queda acumulada foi de 6,1%.

 

"O índice Stoxx 600 já caiu 12% desde meados de abril, arrastados por temores de default na Grécia e de que a crise da dívida atinja outras países da periferia da zona do euro", avaliam estrategistas da Exane BNP Paribas. "Nós acreditamos que a maior parte do estrago possível já tenha sido feita. A recuperação desta semana deve marcar o início de uma elevação sustentada", prosseguem.

 

Esses analistas acreditam que o preço atual das ações é bastante atraente, que os dados de sentimentos melhoraram dramaticamente em maio e que os temores de uma recessão em W em 2011 estejam superados "um pouco por conta do euro fraco, o que deve aumentar a competitividade das empresas europeias".

 

Companhias que exportam seus produtos em grande volume apresentaram as melhores performances da sessão. No setor automotivo, os papéis da Daimler valorizaram-se 0,91%.

 

Enquanto isso, as ações da seguradora britânica Prudential eram negociados em alta antes de começarem a cair para fechar em queda de 1,10% em meio a notícias de que acionistas opunham-se às negociações para a aquisição das operações na Ásia do American International Group (AIG) por US$ 35,5 bilhões.

 

Entre as principais bolsas de valores europeias, só o índice Dax, de Frankfurt, obteve uma discreta alta. O índice avançou 9,04 pontos, ou 0,15%, encerrando em 5.946,18 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 cedeu 6,74 pontos, ou 0,13%, fechando em 5.188,43 pontos. Na bolsa de Paris, o índice CAC-40 caiu 10,25 pontos, ou 0,29%, terminando o pregão em 3.515,06 pontos. As informações são da Dow Jones.

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