Bolsas europeias fecham com sentidos opostos

No fim de semana, a União Europeia estendeu as sanções a mais 15 russos e ainda estuda um novo pacote de medidas punitivas contra Moscou

FRANCINE DE LORENZO, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, Agência Estado

28 de julho de 2014 | 15h05

As bolsas da Europa fecharam com direções distintas e baixo volume de negócios em alguns mercados, evidenciando a cautela dos investidores diante das dúvidas quanto ao impacto das sanções à Rússia sobre a recuperação da economia europeia.

No fim de semana, a União Europeia estendeu as sanções a mais 15 russos e ainda estuda um novo pacote de medidas punitivas contra Moscou, como represália à possível participação da Rússia na queda avião da Malaysia Airlines que matou quase 300 pessoas na semana retrasada.

Na Alemanha, onde grande parte das companhias mantém negócios com a Rússia, o índice DAX da bolsa de Frankfurt recuou 0,48%, para 9.598,17 pontos. Os negócios também foram influenciados pela queda na confiança dos empresários, apontada na sexta-feira pelo instituto Ifo. O índice de sentimento das empresas da Alemanha caiu para 108,0 em julho, de 109,7 em junho, se situando bastante abaixo da previsão de analistas consultados pela Dow Jones Newswires. As ações das montadoras refletiram a preocupação dos investidores, com a desvalorização de 3,18% nos papéis da Daimler, de 2,17% nos da Volkswagen e de 2,22% nos da BMW.

Os dados da economia americana também contribuíram para um dia desestimulante no mercado acionário europeu. A Associação Nacional dos Corretores de Imóveis (NAR, na sigla em inglês) dos EUA informou nesta manhã que as vendas pendentes de imóveis no país caíram 1,1% entre maio e junho, contrariando a previsão dos analistas consultados pela Dow Jones, de alta de 0,5% no período.

"Há uma retração global por parte dos investidores de longo prazo em ações dependentes do ciclo econômico", comentou um operador.

Em Londres, o índice FTSE perdeu 0,05%, encerrando o dia aos 6.788,07 pontos, levado também pelas notícias corporativas. As ações da Reckitt Benckiser subiram 2,66% depois que a companhia afirmou que irá focar no segmento de higiene e saúde pessoal. Já os papéis do Lloyds Banking Group subiram 0,04%, apesar da multa de US$ 370 milhões imposta por autoridades dos EUA e do Reino Unido por manipulação da taxa Libor.

Na bolsa de Paris, o CAC-40 registrou ganho de 0,33%, fechando aos 4.344,77 pontos, em um dia de baixo volume de operações. As ações da Total subiram 1,33% após a companhia informar que venderá minas de carvão na África do Sul. Em sentido oposto, os papéis da Air France caíram 1,71% diante dos temores de cancelamento de voos.

Em Lisboa, o PSI-20 subiu 0,29% para 6.468,40 pontos, mesmo com a queda de 3,56% nas ações do Banco Espírito Santo. Na sexta-feira, a instituição informou que não está considerando reembolsar clientes de varejo que investiram 212 milhões de euros em dívida do Espírito Santo Financial Group porque as obrigações só vencem em 2015 e 2019. O Espírito Santo Financial Group, que detém 20% do Banco Espírito Santo, pediu concordata na semana passada.

Na bolsa de Madrid, o IBEX-35 recuou 0,08%, para 10.879,80 pontos e, em Milão, o FTSE-MIB teve baixa 0,59%, para 20.939,08 pontos.

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