Bolsas europeias fecham em alta após PMI da zona do euro

As bolsas de Londres, Madri e Milão fecharam nas máximas; investidores tiraram o foco das tensões geopolíticas

Agência Estado

24 de julho de 2014 | 14h57

As bolsas europeias fecharam em alta, puxadas pelo dado melhor do que o previsto do índice dos gerentes de compras (PMI) da zona do euro. O aumento das vendas no varejo no Reino Unido também contribuiu para a valorização. As bolsas de Londres, Madri e Milão fecharam nas máximas. O índice Stoxx 600 subiu 0,43% e terminou a 344,33 pontos.

O número preliminar do PMI composto da zona do euro, divulgado pela Markit, subiu para 54,0 em julho, de 52,8 em junho. Economistas consultados pela Dow Jones Newswires projetavam estabilidade. O indicador, que engloba tanto a indústria quanto serviços do setor privado, atingiu a máxima dos últimos três meses.

No Reino Unido, as vendas no varejo subiram 0,1% em junho ante maio, contrariando a previsão do mercado de queda de 0,1%. Na comparação anual, o avanço foi de 3,6%. No segundo trimestre, as vendas atingiram o melhor nível desde o quarto trimestre de 2004, com crescimento de 4,5% na comparação com igual período de 2013 e de 1,6% ante o intervalo de janeiro a março. Com isso, o índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, subiu 0,34%, a 6.821,46 pontos. A Reed Elsevier liderou os ganhos (+4,37%), com avaliação positiva dos investidores sobre o balanço divulgado hoje. Já a Kingfisher and easyJet recuaram 8,18% e 4,99%, respectivamente, após o anúncio de resultados.

Os indicadores positivos tiraram um pouco o foco dos investidores do cenário geopolítico, que segue preocupante com a crise na Ucrânia e na Faixa de Gaza e uma ameaça terrorista na Noruega.

Em Madri, o Ibex 35 se valorizou 1,89%, a 10.860,70 pontos. Conforme o Instituto Nacional de Estatísticas de Espanha, o número de desempregados recuou em 300 mil durante o segundo trimestre, com forte criação de postos de trabalho. A taxa de desemprego, uma das mais elevadas entre os países considerados desenvolvidos, caiu para 24,5% no segundo trimestre, de 25,9% no primeiro trimestre.

Na Bolsa de Milão, o FTSE Mib fechou com alta de 2,04%, a 21.255,60 pontos. Bancos e outras instituições financeiras lideraram os ganhos. O Banca Monte dei Paschi di Siena subiu 6,52%, o UniCredit avançou 3,75% e o Intesa Sanpaolo ganhou 3,53%. A Azimut Holding disparou 8,00% depois de relatar lucro trimestral acima do esperado por analistas. A Fiat se valorizou 2,10% após reportagem de que a fabricante estuda aliança com a Peugeot.

O CAC-40, da Bolsa de Paris, subiu 0,78% e encerrou a 4.410,65 pontos. O PMI composto preliminar da França em julho avançou para 49,4, de 48 em junho. Os bancos se recuperaram de quedas recentes provocadas por preocupações com o Banco Espírito Santo. Credit Agricole subiu 4,08%, Société Générale avançou 2,83% e BNP Paribas se valorizou 1,62%. A Technip recuou 8,66%, após os resultados do primeiro semestre despertarem preocupações sobre a exposição da empresa à Rússia. A Danone caiu 1,10%, com investidores à espera dos resultados do primeiro semestre que a empresa divulgará amanhã.

Em Frankfurt, o DAX ganhou 0,42%, a 9.794,06 pontos. A alta do PMI composto preliminar da Alemanha para 55,9 em julho, de 54,0, estimulou compras, mas o corte da previsão de crescimento global em 2014 pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para 3,4% limitou os ganhos. A Basf caiu 1,46% depois de a empresa informar que os resultados do segundo trimestre foram prejudicados pelo euro forte. A K+S subiu 3,62% após a concorrente canadense Potash ter anunciado bons resultados no segundo trimestre e elevado a sua perspectiva de lucro em 2014.

Na Bolsa de Lisboa, o PSI 20 ganhou 1,42%, a 6.467,83 pontos. As ações do Banco Espírito Santo subiram 1,88% e voltaram a ser negociados na casa de 0,50 euro. A alta dos papéis acontece diante da especulação de que bancos internacionais podem estar interessados em ingressar no capital do maior banco privado português. Os rumores podem ter sido motivados pela notícia recente de que o Goldman Sachs comprou o equivalente a 1,6% do capital do banco. Fonte: Dow Jones Newswires.

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