Bolsas europeias fecham em alta com ajuda de Nova York

Bom desempenho das bolsas de Nova York levaram índice pan-europeu Stoxx 600 a ganhar 0,60% no fechamento

Sergio Caldas, da Agência Estado, com informações da Dow Jones Newswires,

21 de maio de 2014 | 13h57

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, 21, impulsionadas no final do pregão pelo bom desempenho das ações em Nova York, após operarem perto da estabilidade durante boa parte do dia em meio à cautela dos investidores antes da publicação da ata do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), nesta tarde, e do início das eleições para o Parlamento Europeu e da divulgação de indicadores de atividade da zona do euro. O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,60%, a 340,34 pontos.

Logo mais, às 15h (de Brasília), o Fed divulga a ata de sua reunião de política monetária de abril, na qual as compras mensais de bônus da instituição foram reduzidas em mais US$ 10 bilhões, a US$ 45 bilhões. Investidores vão acompanhar o documento de perto em busca de sinais de quando o Fed poderá começar a elevar as taxas de juros, que hoje estão próximas de zero.

Na quinta-feira, 22, começam as eleições para o Parlamento Europeu, que se estendem até o 25, e será publicada a última rodada de índices de atividade da zona do euro, dois fatores que ajudaram a manter os participantes do mercado na defensiva nos negócios de hoje.

Outro fator de pressão, em especial para a Bolsa de Londres, foi a ata da última reunião do Banco da Inglaterra (BoE), que veio com tom mais hawkish (favorável à retirada de estímulos) do que o esperado. Divulgada no início da manhã, a ata sugere que alguns membros do comitê de política monetária do BoE podem defender a alta antecipada das taxas de juros no Reino Unido. Com isso, cresceram as apostas de que o primeiro aumento na taxa básica britânica poderá vir antes de 2015.

Perto do encerramento das transações na Europa, no entanto, as bolsas da região ganharam força com o avanço dos mercados acionários em Wall Street. O índice FTSE 100, de Londres, acabou garantindo alta de 0,28% e fechou na máxima do dia, a 6.821,04 pontos, após operar em território negativo durante a maior parte da sessão. A AstraZeneca saltou 2,6% após notícias de que seu sexto maior investidor, a Legal & General, estaria pressionando a farmacêutica britânica a entrar em negociações com a norte-americana Pfizer. Nas últimas semanas, a Pfizer fez várias propostas de aquisição rejeitadas pela AstraZeneca.

Em Paris, o CAC-40 subiu 0,37%, a 4.469,03 pontos, com a ajuda de bancos como Crédit Agricole (+2,1%) e Société Générale (+2,0%). O BNP Paribas, por outro lado, caiu 1,3%, pressionado por temores de que a instituição possa sofrer sanções bem mais pesadas do que se imaginava dos EUA por supostas violações em negócios que envolveriam países como o Irã e Sudão. No mercado alemão, o DAX, das ações mais negociadas em Frankfurt, avançou 0,61%, a 9.697,87 pontos. Os destaques de valorização na na Alemanha foram a RWE (+3,6%) e E.ON (+3,2%).

Entre bolsas europeias menores, a de Madri teve ganho de 0,74%, com o índice Ibex a 10.531,40 pontos, e a de Milão registrou alta de 1,07% no FTSE Mib, a 20.597,51 pontos. Contribuíram para a alta no mercado italiano a petrolífera Eni (+2,28%) e o banco Unicredit (+3,02%). A exceção do dia foi Lisboa, onde o índice PSI 20 recuou 0,57%, a 6.857,23 pontos.

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