Bolsas europeias fecham em alta com apoio da China às ações da UE

No segundo dia consecutivo de valorização, os destaques foram as ações do setor financeiro

Danielle Chaves, da Agência Estado,

21 de dezembro de 2010 | 16h03

As bolsas europeias fecharam em alta pela segunda sessão seguida, beneficiadas pela declaração do vice-primeiro-ministro da China, Wang Qishan, de que seu país apoia as medidas tomadas pelos governos para lidar com a crise de dívida da zona do euro. Com isso, os investidores deixaram de lado o alerta da Moody''s sobre um possível rebaixamento da nota de classificação de risco (rating) de Portugal.

O índice Stoxx Europe 600 fechou em alta de 1%, aos 281,11 pontos. Os destaques foram as ações do setor financeiro. No entanto, analistas observaram que o volume negociado nesses últimos dias de 2010 está diminuindo. "Os volumes estão muito escassos, o que significa que não é preciso muita compra para provocar aumento nos índices", comentou Yusuf Heusen, operador do IG Index. "Qualquer retórica da China será útil", disse.

"Os comentários (de Wang) não dizem explicitamente isso, mas sugerem que a China pode aumentar as compras de dívida de países da zona do euro para as reservas estrangeiras", afirmou Yuji Kameoka, estrategista-chefe da Daiwa Institute of Research. As bolsas de Madri e Milão tiveram desempenho particularmente forte, com avanços de 2,07% no índice Ibex-35, para 10.203,40 pontos, e de 1,78% no índice FTSE-Mib, para 20.736,60 pontos, respectivamente.

O espanhol Banco Santander encerrou a sessão em alta de 2,9%, enquanto o BBVA subiu 3,1%. Um leilão de títulos do Tesouro da Espanha de três e seis meses realizado na manhã de hoje veio em linha com o esperado. Embora o governo espanhol tenha oferecido retorno ao investidor mais alto do que no leilão anterior, conseguiu vender 3,877 bilhões de euros em títulos, quase no teto da faixa pretendida, que ia de 3 bilhões de euros a 4 bilhões de euros.

Na Itália, as ações do Banco Popolare estenderam os ganhos da sessão de ontem, quando relatos da imprensa informaram que a Fundação Cariverona pode adquirir uma fatia no banco. Hoje os papéis do Popolare avançaram 3,6%. No setor automotivo, Fiat fechou com +3,6%.

O índice FT-100 da Bolsa de Londres fechou em alta de 1,02%, aos 5.951,80 pontos, puxado pelo Barclays, que subiu 2,8%, e Royal Bank of Scotland, que ganhou 4,5%. O CMC Markets destacou que agora o FT-100 está acima de 5.950 pontos pela primeira vez desde junho de 2008, o que pode levar o índice a testar a marca de 6.000 pontos até o fim do ano.

O aumento dos preços dos metais foi positivo para as ações de companhias do setor de mineração. Fresnillo avançou 3,0% e Vedanta Resources subiu 3,2%. A fabricante de motores Rolls-Royce Group teve alta de 2,0%, depois de ter a recomendação para suas ações elevada de "manter" para "comprar".

Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 terminou o dia com ganho de 1,09%, aos 3.927,49 pontos. A montadora Peugeot subiu 1,9%, enquanto a Renault avançou 2,6%. A Bolsa de Frankfurt registrou alta de 0,85% no índice DAX, para 7.077,99 pontos, com as ações do conglomerado ThyssenKrupp subindo 1,5% e as do Heidelberg Cement avançando 1,6%. BMW ganhou 2,6%. O índice PSI-20 de Lisboa subiu 0,59%, para 7.890,62 pontos. As informações são da Dow Jones.

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