Bolsas européias fecham em alta, com dado dos EUA

As principais Bolsas européias fecharam em alta, depois de os dados do nível de emprego nos EUA em julho sugerirem que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) não voltará a elevar as taxas de juro de curto prazo na reunião da próxima terça-feira. Os investidores também receberam com entusiasmo os anúncios de distribuição de dividendos da mineradora Anglo American e a notícia de que a holandesa Philips Electronics vai vender sua unidade de semicondutores para um grupo de investidores liderado pela Kohlberg Kravis Roberts (as ações da Philips subiram 1,7% em Amsterdã). Na Bolsa de Londres, o índice FT-100 fechou em alta de 51,0 pontos (0,87%), em 5.889,4 pontos. As ações da Anglo American subiram 4,81%, depois de a empresa divulgar resultados e anunciar que vai distribuir US$ 5 bilhões em dividendos aos acionistas; no mesmo setor, as ações da Rio Tinto, que havia divulgado resultados ontem, subiram 1,12%. As ações do setor financeiro, que haviam caído ontem, em reação ao aperto monetário anunciado pelo Banco da Inglaterra, recuperaram terreno (Northern Rock +3,35%, HBOS +1,05%). Entre as ações de empresas que divulgaram resultados estavam British Airways (-3,47%) e Royal Bank of Scotland (+0,99%). Na semana, o FT-100 acumulou uma queda de 1,43%. O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em alta de 57,27 pontos (1,15%), em 5.040,95 pontos. A alta foi liderada pelas ações da EDF (Electricité de France), que subiram 5,96% em reação a seu informe de resultados. As da AXA avançaram 3,43%, depois de elevações de recomendação por analistas. As do banco BNP Paribas subiram 3,03%, ainda em reação a seu informe de resultados, divulgado na quarta-feira. As da Faurecia caíram 4,9%, depois do anúncio do afastamento de seu executivo-chefe, substituído por um interino. Na semana, o CAC acumulou uma alta de 0,25%. No mercado de Frankfurt, o índice Xetra-DAX encerrou com ganho de 83,00 pontos (1,47%), em 5.723,03 pontos. "O mercado mostrou-se capaz de superar o nível de resistência de 5.700 pontos como uma faca quente na manteiga", disse um operador. Para ele, o fato de o mercado ter reagido rapidamente aos indicadores norte-americanos e ter permanecido perto das máximas do dia é um bom sinal; o próximo nível de resistência estaria em 5.770 pontos. Entre os destaques do pregão estavam Allianz (+3,67%) e HeidelbergCement (+1,81%), após a divulgação de resultados. Na semana, o DAX acumulou uma alta de 0,31%. Em Milão, o índice S&P-Mib avançou 422 pontos (1,16%), para 36.896 pontos. As ações dos bancos subiram, com destaque para Unicredito, que divulgou resultados (+1,72%). As da Telecom Italia subiram 2,67%, depois de analistas dizerem que a empresa poderá vender sua unidade do setor de mídia. Outros destaques do pregão foram Fastweb (+4,75%), Pirelli (+3,74%) e RAS (+3,79%). Na semana, o S&P-Mib acumulou uma alta de 0,48%. Na Bolsa de Madri, o índice Ibex-35 fechou em alta de 133,40 pontos (1,13%), em 11.934,10 pontos. As ações da Sacyr Vallehermoso subiram 2,84%, depois de a empresa anunciar uma oferta pela Europistas. As da Antena 3 avançaram 1,81%, depois de sua controladora, a Telefónica, concordar em pagar uma multa de ? 200 milhões devida pela empresa. Na semana, o Ibex acumulou uma alta de 0,39%. O índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, subiu 18,52 pontos (0,19%), para 9.751,73 pontos. As ações do Banco Espírito Santo subiram 1,81%, ainda em reação a recentes elevações de recomendação por analistas. As da PT Multimedia avançaram 1,70%, ainda em reação ao anúncio de sua separação, anunciada ontem pela Portugal Telecom. As da Portugal Telecom caíram 0,61%, depois de rebaixamento de rating pela Fitch. As da SonaeCom caíram 2,16%, devolvendo os ganhos de ontem, com o mercado na expectativa de novidades sobre a oferta da empresa pela Portugal Telecom. Na semana, o PSI-20 acumulou uma alta de 0,87%. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

04 de agosto de 2006 | 14h39

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