Bolsas europeias fecham em alta com PIB chinês

Avanço no segundo trimestre trouxe alívio no momento em que mais uma crise - desta vez na Espanha - atinge a zona do euro

Agência Estado,

15 de julho de 2013 | 13h37

As bolsas da Europa fecharam em alta moderada nesta segunda-feira, impulsionadas pelo crescimento da China no segundo trimestre e em meio a indicadores mistos sobre a economia dos EUA. Os ganhos ocorreram mesmo após a eclosão de uma nova crise política na zona do euro, desta vez na Espanha. O índice pan europeu Stoxx 600 avançou 0,40%, fechando a 297,38 pontos.

O Produto Interno Bruto (PIB) da China aumentou 7,5% no segundo trimestre deste ano em comparação com mesmo período do ano passado. O resultado ficou em linha com as estimativas do mercado, mas recuou frente ao crescimento de 7,7% registrado entre janeiro e março deste ano, segundo afirmou o escritório nacional de estatísticas do país. Após alguns indicadores recentes negativos e a inesperada crise de liquidez no sistema bancário chinês, alguns analistas temiam uma desaceleração maior da economia.

Nos EUA, as vendas no varejo subiram 0,4% em junho ante maio, para o valor sazonalmente ajustado de US$ 422,79 bilhões, segundo dados do Departamento do Comércio. Economistas consultados pela Dow Jones previam um aumento de 0,8%. Já os estoques das empresas subiram 0,1% em maio ante abril, quando a previsão era de estabilidade, e as vendas cresceram 1,1%.

Na Espanha, o primeiro-ministro Mariano Rajoy teve de responder a denúncias da imprensa de que tinha conhecimento de um escândalo de corrupção liderado pelo então tesoureiro do seu partido, Luis Bárcenas. Ele garantiu que vai cumprir seu mandato até o fim e se esforçar para manter os dois pilares da economia espanhola: as reformas estruturais e a estabilidade política. "Como primeiro-ministro, não vou consentir que nenhum desses dois pilares sofram danos", disse.

Nesse cenário, o índice FTSE, da Bolsa de Londres, ganhou 0,63%, fechando a 6.586,11 pontos. O setor financeiro liderou os ganhos, com destaque para Royal Bank of Scotland (+5,12%) e Lloyds Banking (+2,52%). Já a petroleira Salamander Energy despencou 11,01%, depois de anunciar que vai abandonar um poço exploratório no Golfo da Tailândia.

Em Paris, o índice CAC-40 subiu 0,61%, encerrando a sessão a 3.878,58 pontos. A varejista Carrefour teve valorização de 1,91%, após ter sua recomendação elevada por um analista. A Schneider Electric perdeu 1,24%, depois de analistas afirmarem que a empresa pode enfrentar uma dura disputa para comprar a britânica Invensys. A Vallourec, que fornece materiais para a indústria petroleira, perdeu 1,83%, após o presidente da França, François Hollande, afirmar que não vai permitir a exploração de gás de xisto enquanto estiver no poder.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX teve alta de 0,27% e fechou a 8.234,81 pontos. O Commerzbank registrou ganho de 4,76%, após anunciar a venda de uma carteira de empréstimos imobiliários de 5 bilhões de euros para o banco norte-americano Wells Fargo e o fundo de private equity Lone Star. Já a Daimler perdeu 0,99%, com investidores realizando lucros após a forte alta de sexta-feira.

Em Madri, o índice IBEX-35 avançou 0,13%, fechando a 7.855,10 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 teve alta de 0,78%, a 5.406,18 pontos. O índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão, subiu 1,08%, a 15.597,34 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires.

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