Bolsas europeias fecham em alta com plano para Grécia

Índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,57%, para 272,02 pontos

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado ,

22 de julho de 2011 | 15h11

Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em alta, puxados pelo avanço nos papéis de bancos depois de os países da zona do euro terem divulgado ontem as linhas gerais do próximo plano de resgate à Grécia e das reformas estruturais no bloco monetário para conter a disseminação da crise. O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,57%, para 272,02 pontos.

Na Bolsa de Londres, o FTSE-100 avançou 0,60%, para 5.935,02 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,68%, para 3.842,70 pontos. Na Bolsa de Frankfurt, o Xetra DAX fechou em alta de 0,50%, a 7.326,39 pontos.

Em Milão, o índice FTSE MIB caiu 0,15%, para 19.461,14 pontos. O IBEX 35, da Bolsa de Madri, avançou 0,42%, para 10.059,30 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 1,47%, para 7.075,33 pontos. O ASE, da Bolsa de Atenas, ganhou 5,91%, para 1.286,15 pontos.

Na semana, o ASE liderou a alta, com avanço de 9,28%, seguido por IBEX 35 (6,06%), FTSE MIB (5,47%), PSI 20 (5,09%), CAC 40 (3,12%), Stoxx 600 (1,91%) FTSE 100 (1,56%) e Xetra Dax (1,47%).

Os investidores também estão atentos aos últimos desdobramentos das negociações sobre o orçamento e o teto da dívida dos Estados Unidos. Hoje, o Senado do país rejeitou um projeto de lei do Partido Republicano que elevaria o limite de endividamento do governo federal em US$ 2,4 trilhões e adotaria medidas para cortar gastos na mesma proporção. Esse projeto havia sido aprovado pela Câmara dos Representantes.

Os bancos ficaram entre os destaques da sessão, beneficiados pela pitada de clareza que os países europeus ofereceram ao mercado sobre como deve ser a participação do setor privado no pacote de resgate da Grécia. Segundo o plano divulgado ontem, os credores privados poderão trocar voluntariamente seus títulos gregos por outros papéis do país de maior duração.

Os investidores também ficaram aliviados com o fato de uma nova taxa sobre o setor bancário não ter sido mencionada no plano, mas nem todos embarcaram na onda de otimismo. "A fraqueza do plano de resgate está sendo aceita aos poucos", disse Stephen Pope, sócio-gerente da Spotlight Ideas. "Quando chegar o fim de semana e as pessoas tiverem chance para digerir (o plano), vão perceber que o que fizemos foi empurrar o problema com a barriga mais uma vez", acrescentou.

A agência Fitch manifestou-se nesta manhã dizendo que a participação do setor privado no novo pacote de ajuda grego será considerado um evento de moratória "default restritivo" (moratória restritiva). A Moody''s informou que ainda está avaliando o plano.

Entre os papéis do setor financeiro, o Alpha Bank subiu 19% em Atenas. Em Frankfurt, o Commerzbank avançou 2,6%, mas o Deutsche Bank devolveu os ganhos obtidos ao longo do pregão e acabou fechando em baixa de 0,4%. Em Londres, o desempenho dos bancos também foi misto, com alta de 2,2% do Royal Bank of Scotland e queda de 0,95% do Standard Chartered.

No setor de telecomunicações, a Vodafone subiu 2% depois de anunciar uma receita maior que a esperada para o primeiro trimestre fiscal. A siderúrgica SSAB fechou em alta de 6,8% depois de divulgar um lucro operacional mais forte que o previsto para o segundo trimestre.

A Volvo, que divulgou um aumento de 63% no lucro do segundo trimestre em comparação a igual período do ano passado, teve ganho de 3,6%. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
BolsasEuropafechamentoGrécia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.