Bolsas europeias fecham em alta, com suporte de NY

Os bons resultados apresentados por algumas empresas nos EUA devolveram o fôlego às bolsas da Europa, que fecharam esta sessão em alta, após operarem durante grande parte do tempo em campo negativo.

FRANCINE DE LORENZO, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, Estadão Conteúdo

14 de outubro de 2014 | 14h13

Citigroup e Johnson & Johnson (J&J) surpreenderam o mercado ao reportarem resultados acima das projeções, enquanto o lucro do Wells Fargo ficou em linha com as expectativas. Já o JPMorgan, embora tenha voltado a registrar ganhos, ainda deixou a desejar.

Os números conferiram altas robustas às bolsas de Nova York e abriram margem para uma recuperação dos mercados acionários europeus, que vinham sofrendo depois que novos dados negativos da economia alemã ampliaram os temores de recessão no país - o que tornaria ainda mais delicada a situação da zona do euro.

O governo da Alemanha cortou nesta manhã suas previsões de crescimento para 2014 e 2015, citando a fraca economia global. Para este ano, a estimativa de expansão foi reduzida de 1,8% para 1,2% e, para 2015, passou de 2,0% para 1,3%.

Antes disso, o instituto ZEW havia informado que o índice de expectativas econômicas da Alemanha caiu para -3,6 em outubro, de 6,9 em setembro, registrando o primeiro resultado negativo desde novembro de 2012 e o décimo recuo mensal seguido. Diante desse cenário, o presidente do instituto, Clemens Fuest, disse que não poderia descartar uma contração econômica no terceiro trimestre.

Após recuar mais de 1% durante este pregão, o índice DAX, da Bolsa de Frankfurt fechou em alta de 0,15%, aos 8.825,21 pontos, com os papéis da Daimler avançado 3,69%, depois que a montadora reportou melhora em seu fluxo de caixa e aumento nos ganhos da Mercedes-Benz.

Em Paris, o CAC-40 subiu 0,23%, para 4.088,25 pontos, puxado pelas ações da Alcatel-Lucent (+3,36%) e da Orange (+3,04%). Na bolsa de Londres, as ações de mineradoras tiveram mais um dia de ganhos e contribuíram para a alta de 0,42% do FTSE-100, que fechou aos 6.392,68 pontos. Os papéis da Rio Tinto avançaram 2,38%, acompanhados pelos da Anglo American (+2,52%) e os da BHP Billiton (+1,57%).

Na Bolsa de Madri, o Ibex-35 teve elevação de 0,17%, aos 10.204,90 pontos e, em Lisboa, o PSI-20 subiu 0,26%, para 5.248,21 pontos. O ganho mais modesto foi visto em Milão, onde o FTSE-MIB avançou 0,09%, para 19.155,85 pontos.

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