Bolsas europeias fecham em alta de 0,43%

Otimismo em relação a uma solução para a crise no governo norte-americano levou mercados para o alto

11 de outubro de 2013 | 13h56

As bolsas europeias tiveram mais uma sessão de alta generalizada nesta sexta-feira, 11, com os investidores ainda esperançosos de que o governo dos Estados Unidos conseguirá superar o atual impasse fiscal. O índice pan-europeu STOXX 600 encerrou o dia com ganho de 0,43%, a 311,61 pontos, ampliando o avanço da semana a 0,56%.

O presidente dos EUA, Barack Obama, vem negociando desde a quinta-feira, 10, com republicanos, que, segundo fontes citadas pela Associated Press, planejam aprovar um projeto que evitará uma moratória ao elevar o teto da dívida norte-americana e acabará também com a paralisação do governo - em vigor desde a terça-feira da semana passada -, como parte de um pacote que inclui cortes de gastos em programas sociais. Ainda não está claro, porém, qual será o grau de alta do limite de endividamento do país, hoje em US$ 16,7 trilhões.

Segundo a AP, assessores do presidente da Câmara, John Boehner, e do líder da maioria na Casa, Eric Cantor, detalharam a proposta no fim da noite de ontem em reunião com autoridades da Casa Branca.

Investidores na Europa também acompanharam a divulgação de dados de confiança e resultados trimestrais de grandes bancos nos EUA. O índice preliminar de sentimento do consumidor dos EUA, medido pela Reuters/Universidade de Michigan, caiu a 75,2 em outubro, da leitura final de 77,5 em setembro, superando a previsão dos analistas de recuo a 75. Outros indicadores previstos para hoje, como a inflação ao produtor e as vendas no varejo, foram adiados por causa da paralisação.

Já o JPMorgan abriu pela manhã a temporada de balanços financeiros dos EUA divulgando prejuízo líquido de US$ 380 milhões no terceiro trimestre, graças a um aumento de US$ 9,15 bilhões nas provisões para disputas judiciais. O Wells Fargo, por sua vez, anunciou lucro líquido recorde de US$ 5,58 bilhões no trimestre encerrado em setembro, 13% maior que em igual período do ano passado, mas sua receita ficou aquém do esperado.

No cenário macroeconômico da Europa, o destaque foram dados finais de inflação de vários países. Na Alemanha o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) ficou estável em setembro ante agosto, enquanto na Espanha, subiu 0,3%, e na Itália, caiu 0,3%. Todos os números vieram em linha com as estimativas preliminares.

Em Londres, o índice FTSE 100 subiu 0,88%, fechando a 6.487,19 pontos. Em seu primeiro dia de negociações, o Correio Postal do Reino Unido, em processo de privatização pelo governo, saltou quase 38%. Em Paris, o índice CAC-40 teve um avanço bem mais modesto, de 0,04%, a 4.219,98 pontos. Ao longo da semana, os mercados inglês e francês acumularam ganhos de 0,52% e 1,34%, respectivamente.

Na Alemanha, o índice DAX-30 das ações mais negociadas em Frankfurt avançou 0,45%, a 8.724,83 pontos, nível recorde de fechamento. Os destaques foram Fresenius (+2,3%), Merck (+2,1%) e Bayer (+1,9%). Em Madri, o índice IBEX 35 teve uma modesta alta de 0,08%, a 9.668,50 pontos. O ganho em Milão também foi pequeno, de 0,24%, com o índice FTSE Mib terminando o pregão a 18.882,63 pontos. O melhor desempenho no mercado italiano foi o da Autogrill (+5,7%).

Já a Bolsa de Lisboa registrou a maior alta porcentual, de 1,95%, com o índice PSI 20 avançando a 6.184,70 pontos. Ajudaram o mercado português o Banco Espírito Santo (+8,2%), a Portugal Telecom (+3,94%) e a Galp Energia (+1,1%). Também foram registrados ganhos na semana em Frankfurt (+1,18%), Madri (+2,63%), Milão (+3,16%) e Lisboa (+2,64%).

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