Bolsas europeias fecham em alta; Lisboa é exceção

Desistência de Lawrence Summers de concorrer ao cargo de presidente do Fed, considerado favorárvel à retirada de estímulos, animou os negócios

Agencia Estado

16 de setembro de 2013 | 13h57

As bolsas europeias começaram a semana com um viés positivo e quase todas fecharam em alta, impulsionadas principalmente pela desistência de Lawrence Summers de concorrer ao cargo de presidente do Federal Reserve e pelo avanço nas negociações sobre a Síria. Os negócios com renda variável na Europa também foram favorecidos pela vitória dos aliados da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, nas eleições da Baviera e pelo últimos dados de inflação da zona do euro. O índice pan-europeu STOXX subiu 0,63% nesta segunda-feira, a 313,42 pontos.

O mercado de Lisboa, pressionado por preocupações com o início de uma nova revisão do programa de ajuda português, foi a única exceção e encerrou o dia em terreno negativo.

A notícia de que Summers retirou sua candidatura para comandar o Fed foi comemorada pelos mercados, já que ele é tido como agressivo, ou seja, favorável a uma redução dos estímulos à economia dos EUA. Com Summers saindo de cena, crescem as chances de Ben Bernanke ser substituído na presidência do banco central norte-americano por sua vice, Janet Yellen, que tem uma postura mais a favor dos estímulos. Na quarta-feira, 18, o Fed vai decidir se começa ou não a reduzir suas compras de bônus, atualmente em US$ 85 bilhões por mês.

No campo macroeconômico europeu, o destaque foi a inflação da zona do euro, que permanece sob controle. Em agosto, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do bloco teve alta anual de 1,3%, abaixo do aumento de 1,6% verificado em julho.

Em Londres, o índice FTSE 100 terminou o pregão com alta de 0,59%, a 6.622,86 pontos. Com a queda dos preços do petróleo, que veio após as últimas novidades sobre a Síria, as ações de empresas aéreas britânicas subiram. Foi o caso da Ryanair (+4%) e EasyJet (+2,4%).

O CAC-40, que reúne as ações mais negociadas em Paris, avançou 0,92%, para 4.152,22 pontos. Se destacaram na bolsa francesa a Gemalto (+3,6%) e a Schneider (+3%).

Animado pela eleição na Baviera, o mercado em Frankfurt teve o melhor desempenho do dia, com ganho de 1,22% no DAX, a 8.613,00 pontos. Ajudaram a impulsionar o índice alemão a HeidelbergCement e a BASF, ambas com alta de 3,7%, e a Frenesius (+2,7%).

Em Milão, o índice FTSE Mib subiu 1,05%, a 17.731,81 pontos, após uma reportagem do La Stampa sugerir que o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi estaria disposto a recuar em sua ameaça de retirar o apoio à coalizão de governo liderada por Enrico Letta. O setor financeiro se destacou na Itália, com ganhos do UBI (+2,4%), UniCredit (+1,8%) e Mediobanca (+1,3%).

Embora o índice IBEX 35, da Bolsa de Madri, tenha fechado em alta de 0,65%, a 8.999,50 pontos, os destaques no mercado espanhol foram de baixa. O Banco Popular caiu 0,9%, depois de ser rebaixado pelo Goldman Sachs, e a Repsol perdeu 0,8%, após o The Wall Street Journal publicar que a petrolífera está procurando fazer uma aquisição na América do Norte.

Na direção contrária dos demais mercados europeus, a Bolsa de Lisboa fechou em baixa de 0,69%, com o índice PSI 20 a 6.018,30 pontos. Representantes da troica de credores internacionais iniciaram hoje mais uma revisão do programa de ajuda de Portugal, de 78 bilhões de euros, e há preocupações em relação às negociações sobre as metas de déficit fiscal do país. Além disso, pesam as incertezas antes das eleições nacionais do próximo dia 29. Fonte: Dow Jones Newswires.

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