Bolsas européias fecham em baixa após dados dos EUA

As principais Bolsas européias fecharam em queda. Operadores atribuíram as quedas à realização de lucros, ao desempenho fraco das ações do setor automotivo, ao informe sobre o custo da mão-de-obra nos EUA, que fez crescer a preocupação de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) possa ter de voltar a elevar as taxas de juro, e a informes de custos crescentes para a produção de commodities. "Depois de um movimento de alta forte, acho que as pessoas querem realizar lucros e pensar em como se posicionar para o resto do ano.", comentou Andrew Lynch, da Schroder Investment Management. Na Bolsa de Londres, o índice FT-100 fechou em queda de 52,4 pontos (0,88%), em 5.929,3 pontos. As ações do setor de mineração caíram, depois de a australiana Woodside Petroleum elevar em 21% sua previsão de custos para o projeto de exploração de gás natural North West Shelf; isso teve impacto nas empresas com participação na Woodside (BHP Billiton -3,24%, BP -1,00%, Shell -0,71%). Outras ações do setor de mineração também caíram (Anglo American -2,84%, Antofagasta -1,79%, Xstrata -2,34%, Rio Tinto -1,81%). No setor de petróleo, as ações da Cairn Energy recuaram 3,29%. O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em queda de 57,33 pontos (1,11%), em 5.115,52 pontos. As ações do setor automotivo caíram, depois de a Lehman Brothers rebaixar sua recomendação para as montadoras européias e particularmente para a Peugeot-Citroën e a alemã DaimlerChrysler. "Não prevemos uma solução rápida para os problemas da Peugeot, a não ser que sejam tomadas decisões radicais em termos da transferência de suas linhas de produção para o Leste Europeu", disseram os analistas da Lehman Brothers. As ações da Peugeot caíram 2,04%, as da Renault recuaram 1,05% e as da Michelin perderam 2,34%. No setor de mídia, as ações da Vivendi caíram 0,41%, em reação à notícia de que a empresa vai comprar o BMG Music Publishing Group, do grupo alemão Bertelsmann, por 1,63 bilhão de euros. No setor financeiro, as ações do grupo franco-belga Dexia caíram 2,46%, depois de o grupo anunciar uma elevação de capital de 1 bilhão de euros para financiar a aquisição de um banco na Turquia. Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-DAX fechou em queda de 71,01 pontos (1,21%), em 5.813,06 pontos. Um operador observou que o fato de o DAX ter fechado acima dos 5.800 pontos indica que o cenário continua o mesmo, do ponto de vista técnico. As ações da SAP, do setor de tecnologia, caíram 1,91%, em reação à notícia de que a I2Soft abriu um processo contra a empresa por suposta violação de patentes. As da DaimlerChrysler recuaram 1,72%, em reação ao rebaixamento de recomendação pela Lehman Brothers; outras ações do setor automotivo também caíram (BMW -1,98%, Continental -2,07%, Volkswagen -0,50%, Porsche -0,83%). A Bolsa de Milão fechou com o índice S&P-Mib em queda de 306 pontos (0,80%), em 37.829 pontos. Um operador observou que os volumes continuam reduzidos, apesar do fim da temporada de férias de verão. As ações da ERG caíram 4% e as da ENI recuaram 1,63%, em reação à queda dos preços do petróleo. As da Alitalia, que enfrenta uma greve nesta quinta-feira, recuaram 2,42%. Na Bolsa de Madri, o índice Ibex-35 fechou em queda de 109,50 pontos (0,90%), em 12.102,90 pontos. As ações da Endesa subiram 0,18%, em meio a especulações de que as autoridades da Espanha e da Alemanha estariam próximas de um acordo quanto à proposta de aquisição da empresa pela alemã E.On. As da Telefónica caíram 0,45% e as do BBVA recuaram 1,87%. A Bolsa de Lisboa fechou com o índice PSI-20 em queda de 21,73 pontos (0,22%), em 9.985,03 pontos. As ações do Banco Comercial Português caíram 1,22%, as da Energias de Portugal recuaram 0,96% e as da Portugal Telecom subiram 0,41%. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

06 de setembro de 2006 | 14h48

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