Bolsas européias fecham em baixa com China e EUA

As Bolsas européias sentiram o impacto da forte queda do mercado da China, sobretudo por causa do declínio das ações das grandes mineradoras com negócios na Ásia. O desempenho negativo das Bolsas norte-americanas, após a onda de vendas na China, as tensões políticas globais e os temores com o mercado subprime de hipotecas (concedidas a clientes de maior risco a juros mais altos) nos Estados Unidos também pesaram sobre as ações na Europa, que há sete meses desfrutavam de um forte ganho. "Os mercados haviam adotado uma visão francamente positiva sobre o que Bernanke (Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve - banco central dos EUA) vinha afirmando sobre o crescimento dos EUA", disse o economista do Commerzbank, Peter Dixon. Mas parece que "os números do quarto trimestre do PIB vão ser revisados em forte baixa, dos 3,5% estimados anteriormente para perto de 2,25%, e este é o tipo de movimento que diz aos mercados que as coisas não estão tão boas quanto eles pensavam", comentou o analista. Londres Em Londres, BHP Billiton terminou em baixa de 6,2%, Anglo American caiu 4,7% e Rio Tinto perdeu 6,7%. O setor de mineração estava entre os que mais impulsionaram os mercados europeus recentemente. O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, encerrou em queda de 2,3%, em 6.286,10 pontos. Frankfurt O índice DAX, de Frankfurt, superou os 7 mil pontos na segunda-feira depois de atingir este nível na semana passada pela primeira vez desde 2000. O DAX fechou em queda de 3%, em 6.819,65 pontos. Paris O índice da Bolsa de Paris, CAC-40, declinou 3% para 5.588,39 pontos. O barril do petróleo acima de US$ 61,00 pressionou os setores sensíveis aos combustíveis. As ações da British Airways perderam 3,6% e as da Deutsche Lufthansa caíram 2,9%. Os papéis da Ibéria, cujo prejuízo líquido subiu para 9,5 milhões de euros no quarto trimestre, de 5,8 milhões de euros no mesmo período do ano anterior, caíram 4,2%. As ações da Volkswagen perderam 2,4%. A fabricante de veículos elevou sua participação na fabricante de caminhões Man, também da Alemanha, de 20% para 29,9%. A Volks disse que o aumento deve ajudar a permitir que todos as partes encontrem uma solução amigável para combinar a Man e a fabricante sueca de caminhões Scania. As ações da Man perderam 2,3% e as da Scania declinaram 4%. Madri Em Madri, o IBEX-35 caiu 3% para 14.408,3 pontos. Repsol teve variação negativa de 4,5% depois da empresa divulgar resultados decepcionantes para o quarto trimestre. Lisboa Em Lisboa, o índice PSI-20 fechou com recuo de 2% em 11.815,95 pontos. Sonaecom caiu 3,8% em meio à expectativa com a assembléia da Portugal Telecom na sexta-feira, na qual será votada uma mudança em seus estatutos que pode definir o destino da oferta da Soneacom. PT terminou inalterada em 10,13 euros, abaixo da oferta da Soneacom. Brisa caiu 2,1% após anunciar lucro líquido inferior ao esperado em 2006. As informações são da agência Dow Jones.

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