Bolsas europeias fecham em direções divergentes

China, com a queda das exportações,  e Ucrânia ainda dominam as preocupações dos investidores

Lucas Hirata, da Agência Estado, com informações da Dow Jones,

11 de março de 2014 | 14h21

Os mercados de ações da Europa fecharam em direções divergentes nesta terça-feira, 11, após uma sessão bastante volátil, em meio a tensões geopolíticas no Leste Europeu e preocupações sobre uma possível desaceleração econômica na China. A falta de direção também foi influenciada por indicadores mistos de vários países da região.

Entre os números da Europa divulgados hoje, a Alemanha registrou um superávit comercial ajustado maior que o esperado em janeiro e a produção industrial do Reino Unido ficou aquém das expectativas.

Entre as principais fontes de preocupação dos investidores ainda se destacam a China e a Ucrânia. Segundo uma reportagem da agência Interfax, o Parlamento da Crimeia resolveu dar mais um passo para se aproximar da Rússia, adotando uma declaração de independência. A decisão ocorre dias antes da realização de um referendo popular - altamente criticado por potencias ocidentais - sobre a separação com a Ucrânia e anexação à Rússia. A votação está marcada para o próximo domingo, 16.

Na China, após a forte queda nas exportações do país e um surpreendente déficit comercial em fevereiro, os investidores ainda aguardam novidades para avaliar a situação econômica no país, em meio a temores sobre uma possível desaceleração no gigante asiático. Uma série de dados do país, como vendas no varejo e produção industrial, devem ser divulgadas nesta quinta-feira, 13.

As bolsas europeias ganharam um leve impulso de altas nos mercados de ações de Nova York, que subiram momentaneamente em reação a indicadores do país. Entre os números publicados hoje, a expansão dos estoques no atacado dos EUA superou as previsões e houve um aumento no número de postos de trabalhos abertos em janeiro. Por outro lado, o índice de otimismo das pequenas empresas caiu em fevereiro, abaixo das expectativas.

Os investidores também se concentraram na reunião do Ecofin, entre os ministros das Finanças da União Europeia (UE). As autoridades mantiveram hoje a postura de não se comprometer muito durante reunião em Bruxelas sobre como implementar um mecanismo de resolução para bancos em dificuldades financeiras da zona do euro.

As conversas sobre o mecanismo único de resolução são uma das últimas oportunidades da Europa para aprovar o último pilar da chamada União Bancária antes das eleições parlamentares, marcadas para maio. Mas os países-membros continuam muito divididos sobre as principais características da diretiva, em especial no que diz respeito ao grau de independência do mecanismo.

O índice CAC 40, de Paris, fechou em queda de 0,48%, aos 4349,72 pontos. Em Londres, o índice FTSE fechou em baixa de 0,06%, aos 6685,52 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 cedeu 0,31%, aos 10163,30 pontos.

Em Milão, o índice FTSE-Mib encerrou com ganho de 0,39%, aos 20833,92 pontos. Já em Portugal, o índice PSI20, de Lisboa, subiu 0,98%, para 7641,78 pontos. O índice DAX, de Frankfurt, ganhou +0,46%, aos 9307,79 pontos.

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