Bolsas europeias fecham em direções opostas

CAC-40 fechou em queda de 0,21%, em 3.507,56 pontos; Frankfurt subiu 0,31%, terminando aos 5.964,33 pontos

Ricardo Gozzi, da Agência Estado,

31 de maio de 2010 | 14h16

As principais bolsas de valores europeias fecharam em direções divergentes em um dia de pouco volume nos mercados de ações por conta dos feriados nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. O índice CAC-40, da bolsa de Paris, fechou em queda de 7,50 pontos, ou 0,21%, em 3.507,56 pontos. Em Frankfurt, o índice Dax subiu 18,15 pontos, ou 0,31%, terminando o pregão em 5.964,33 pontos.

Já o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,39%, a 244,97 pontos, impulsionado pelas ações das montadoras e por papéis do setor de tecnologia. A gigante de softwares SAP subiu 1,54% em Frankfurt. Não houve sessão em Londres por causa do feriado britânico.

A recente queda do euro em meio a temores com a crise da dívida na periferia da zona do euro ajudou a competitividade dos exportadores alemães. Também teve impacto positivo um comentário feito pelo presidente do Federal Reserve de Chicago, Charles Evans, em Seul. Ele disse que os temores com a crise da dívida europeia poderiam levar o Federal Reserve norte-americano a retardar eventuais elevações da taxa de juro dos EUA. No entanto, ele minimizou os efeitos da crise até o momento.

Ao mesmo tempo, no geral, os mercados europeus não foram afetados hoje pelo corte do rating da Espanha pela agência de classificação de risco de crédito Fitch, anunciado na sexta-feira, depois do fechamento das bolsas de valores da Europa naquele dia.

"O mercado reagiu com relativa calma ao rebaixamento do rating soberano da Espanha pela Fitch. A Moody mantém o rating AAA para a Espanha e o da S&P é AA", declarou Dominique Barbet, economista do BNP Paribas, e, nota enviada hoje a investidores. Segundo ele, o rebaixamento não chega a ser surpreendente, mas o momento, sim, pois o corte ocorre depois de o governo ter anunciado um sério plano de austeridade fiscal.

A bolsa de valores de Frankfurt fechou em alta mesmo depois da inesperada renúncia do presidente da Alemanha, Horst Koehler. As ações da Volkswagen lideraram os ganhos em Frankfurt, encerrando a sessão em alta de 2,21%. Os papéis da Daimler avançaram 1,74% depois de o Commerzbank ter elevado a meta de preço da montadora. As ações da Basf subiram 0,49% em meio a uma reação positiva dos traders às mudanças em alguns cargos na companhia.

Na França, as ações do BNP Paribas e do Société Générale lideraram as perdas, caindo 1,45% e 1,41%, respectivamente, apesar de notícias segundo as quais ambos os bancos estariam de olho na fatia de 70% que o Allied Irish Banks detém no banco polonês Zachodni WBK. Na direção oposta, as ações da Pinault-Printemps Redoute subiram 1,26% e os papéis da Bouygues, que divulga amanhã o balanço do primeiro trimestre, fecharam em alta de 1,07%.

Ontem, o ministro do Orçamento, François Baroin, declarou que a França precisa executar seus planos de cortes nos gastos e reduzir seu déficit para manter sua classificação de crédito AAA. "O objetivo de manter a classificação AAA é um esforço e, em parte, condiciona as políticas que nós queremos ter para economizar", afirmou ele à televisão francesa Canal Plus. "Nós temos que manter nossa classificação AAA e reduzir nosso endividamento para evitar nos tornarmos muito dependentes dos mercados", acrescentou Baroin.

Em Madri, o índice Ibex-35 fechou em queda de 66,10 pontos, ou 0,70%, a 9.359,40 pontos. Na sexta-feira, depois do fechamento dos mercados na Europa, a agência de classificação de risco de crédito Fitch rebaixou o rating da Espanha de AAA para AA+.

Ainda na periferia da zona do euro, o índice composto ASE, da bolsa de Atenas, recuou 19,44 pontos, ou 1,24%, terminando o pregão em 1.550,78 pontos. Em Lisboa, o índice PSI-20 subiu 3,93 pontos, ou 0,06%, fechando em 7.072,01 pontos; já o PSI Geral caiu 0,99 pontos, ou 0,04%, encerrando a sessão em 2.509,41 pontos. As informações são da Dow Jones.

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