Bolsas europeias fecham em forte alta com PIB dos EUA

Alguns indicadores europeus melhores do que o esperado também colaboraram para o bom humor dos investidores

Álvaro Campos, da Agência Estado,

29 de novembro de 2012 | 17h13

As bolsas da Europa fecharam em forte alta nesta quinta-feira impulsionadas pela revisão em alta do PIB dos EUA no terceiro trimestre e por sinais positivos em relação às negociações para evitar o chamado "abismo fiscal" no país. Alguns indicadores europeus melhores do que o esperado também colaboraram para o bom humor dos investidores. O índice Stoxx 600 teve ganho de 1,16%, fechando a 276,31 pontos.

As esperanças de que os EUA conseguirão evitar que uma série de aumentos de impostos e cortes de gastos prevista para entrar em vigor em 1º de janeiro, o chamado "abismo fiscal", estimularam o apetite por risco durante a sessão na Europa.

Na quarta-feira o presidente da Câmara dos Representantes, John Boehner, disse que estava "otimista" de que um acordo para evitar o "abismo fiscal" era possível. E o presidente dos EUA, Barack Obama, também fez comentários positivos. Hoje os dois conversaram por telefone, mas o conteúdo da ligação não foi revelado.

Após o fechamento das bolsas europeias, Boehner deu declarações desanimadoras, que derrubaram os mercados em Nova York. Depois de um encontro com o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, o republicano afirmou que os democratas ainda não estão "falando sério" sobre os cortes de gastos e que não houve progressos significativos nas conversas com a Casa Branca.

Nesse momento, entretanto, as bolsas da Europa já tinham fechado com ganhos, impulsionadas também pelo dado sobre o PIB americano. A economia dos EUA cresceu mais do foi inicialmente estimado no terceiro trimestre, a uma taxa anualizada de 2,7%. Originalmente, a expansão do PIB havia sido estimada em 2%. Economistas consultados pela Dow Jones esperavam que a revisão de hoje apontaria crescimento de 2,8%.

As bolsas europeias receberam suporte também de outros indicadores econômicos positivos nos EUA e de dados do próprio continente. A taxa de desemprego ajustada da Alemanha ficou estável em novembro, em 6,9%, perto do recorde de baixa registrado desde a reunificação alemã, ocorrida há mais de duas décadas. Já o humor entre o empresariado na zona do euro melhorou neste mês, provocando aumento no Índice de Sentimento Econômico para a máxima em três meses de 85,7, de 84,3 em outubro, ante previsão de queda para 84,2.

Nesse cenário, o índice CAC-40, da Bolsa de Paris, teve alta de 1,53%, fechando a 3.568,88 pontos. A Lafarge, que tem uma grande exposição à indústria de construção nos EUA, subiu 3,28%. Já a EDF perdeu 0,98%, após uma decisão de um tribunal que pode levar a companhia a ressarcir bilhões de euros para clientes cobrados indevidamente entre 2009 e 2012.

Em Londres, o índice FTSE avançou 1,15% e fechou a 5.870,30 pontos. As mineradoras lideraram o movimento de alta, com destaque para a Kazakhmys, que avançou 5,97%, e a Rio Tinto, com ganho de 5,08%. Já a Invensys saltou 8,93%, após vender sua unidade de sinalização para transporte ferroviário para a Siemens, por 1,74 bilhão de libras esterlinas.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX subiu 0,78%, fechando a 7.400,96 pontos. No campo positivo aparecem Commerzbank (+2,59%), HeidelbergCement (+2,14%) e a mineradora K+S (+2,13%).

O índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, ganhou 0,71%, fechando a 5.260,22 pontos. Na Bolsa de Milão, o FTSE-Mib teve alta de 2,81%, fechando a 15.887,99 pontos. E em Madri o índice IBEX-35 avançou 1,74%, fechando a 7.973,70 pontos. As informações são da Dow Jones.

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