Bolsas europeias fecham em leve baixa

Índice pan-europeu Stoxx 600 teve retração de 0,03% e fechou em 251,16 pontos

Álvaro Campos, da Agência Estado,

30 de agosto de 2010 | 14h15

As principais bolsas europeias fecharam em leve queda. Os investidores digeriram a notícia da rejeição da oferta de aquisição da francesa Sanofi-Aventis pela norte-americana Genzyme e os indicadores de renda pessoal e gastos com consumo nos EUA. O índice pan-europeu Stoxx 600 teve retração de 0,03% e fechou em 251,16 pontos. Operadores disseram que o volume de negócios foi pequeno, devido a um feriado bancário no Reino Unido, onde o mercado de ações não abriu.

Na Europa, indicadores divulgados hoje sugerem que a recuperação econômica continua. De acordo com a pesquisa mensal da Comissão Europeia, o índice de sentimento do consumidor dos 16 países da zona do euro sobre a economia subiu para 101,8 em agosto, de 101,1 no mês anterior. Além disso, o PIB da Polônia cresceu a uma taxa anual de 3,5% no segundo trimestre. Já a economia da Dinamarca teve uma expansão de 1% no trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado.

Mas nos EUA, os dados econômicos foram divergentes. Os gastos do consumidor subiram 0,4% em julho, em linha com as previsões, mas a renda pessoal cresceu apenas 0,2%; já o índice de atividade industrial do Fed de Dallas caiu a -0,1 em agosto, de 4,9 em julho. No Japão, o banco central do país divulgou o esboço de um novo pacote de estímulo à economia, totalizando 920 bilhões de ienes (US$ 10,861 bilhões).

"É difícil para o mercado encontrar uma direção no momento, porque ele está preso entre duas perspectivas", disse Philippe Gijsels, diretor de pesquisa do BNP Paribas Fortis Global Markets. De um lado, existe o receio amplamente difundido de uma desaceleração econômica global, principalmente nos EUA. Do outro lado, uma série de medidas de afrouxamento quantitativo devem ser adotadas, como indicou na semana passada o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke. "Isso significa que mesmo dados econômicos ruins podem fazer o mercado subir, já que aumentam a possibilidade de uma intervenção", acrescentou o analista.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra DAX fechou em queda de 0,65%, em 5.912,41 pontos. As ações da Infineon caíram 3,69%, depois de confirmada a venda de sua unidade de comunicações wireless por ? 1,1 bilhão para a Intel. As da E.On subiram 0,07%, depois de a empresa confirmar que está vendendo sua fatia de 40% na HEAG Südhessische Energie por ? 305 milhões. As da BMW caíram 1,33% e as da fabricante de caminhões MAN recuaram 1,74%. Amanhã, o mercado deve ficar atento à divulgação dos dados do nível de emprego no país.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em queda de 0,58%, em 3.487,01 pontos. As ações da Sanofi-Aventis subiram 0,66%, depois de a empresa dizer que avaliará todas as opções para prosseguir com sua proposta de aquisição da Genzyme, depois de a diretoria da empresa norte-americana rejeitar sua oferta de US$ 18,5 bilhões. As ações do setor financeiro fecharam em queda, acompanhando o comportamento do setor nos EUA (Dexia -1,19%, BNP Paribas -1,25%, Société Générale -0,67%, AXA -1,76%). As ações da Renault caíram 1,35%, depois de o executivo-chefe da companhia, Carlos Ghosn, dizer que não tem planos de expandir a capacidade de produção no Oriente Médio, na falta de um acordo de livre comércio entre os países árabes. As ações da Safran, do setor aeroespacial, caíram 2,30%, depois de a empresa negar que esteja prestes a fazer uma oferta pela rival Zodiac Aerospace.

Na Bolsa de Madri, o índice Ibex-35 fechou em queda de 0,12%, em 10.136,00 pontos. As ações da Repsol caíram 0,47%, em reação às recentes quedas no preço do petróleo. As do banco Santander recuaram 0,09%, depois de a instituição comprar a carteira de crédito automotivo do HSBC por US$ 4 bilhões.

O índice FTSE-MIB, da Bolsa de Milão, fechou em queda de 0,59%, em 19.699,66 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 fechou em alta de 0,31%, em 7.388,98 pontos. As informações são da Dow Jones.

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