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Bolsas europeias fecham em queda

Índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,23% e fechou em 262,86 pontos

Álvaro Campos, da Agência Estado,

17 de setembro de 2010 | 14h33

As principais bolsas europeias fecharam em queda, pressionadas pela volta dos receios sobre a economia da Irlanda, que prejudicou especialmente as ações de bancos. Por outro lado, os setores varejista e de tecnologia registraram recuperação. O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,61 ponto (0,23%) e fechou em 262,86 pontos, após ter subido 1,1% durante a sessão. Na semana o índice acumulou queda de 0,69%.

Hoje, voltaram ao foco os receios sobre a situação da periferia da zona do euro, com especulações de que a Irlanda poderia precisar de ajuda externa para lidar com seu déficit fiscal. Segundo o ministro das Finanças do país, Brian Lenihan, não há veracidade no rumor de que seu país esteja buscando ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) ou qualquer outra assistência externa. Conny Lotze, porta-voz do FMI, também negou a possível ajuda.

Mesmo assim, o prêmio de risco (spread) dos contratos de cinco anos dos swaps de default de crédito (CDS, na sigla em inglês), uma medida do risco de crédito, da Irlanda subiu para 425 pontos-base - uma máxima histórica e 40 pontos-base acima do fechamento de ontem.

"Os yields (taxa de retorno) dos bônus estão explodindo aqui. O mercado não gosta de incertezas e nós estamos sendo punidos por causa disso", disse Stephen Taylor, estrategista da Dolmen Stockbrokers, de Dublin. Segundo ele, os mercados na Irlanda estão preocupados com a venda de dívidas da semana que vem e com o tamanho das perdas do Anglo Irish Bank, que foi estatizado. Hoje, as ações do Allied Irish Banks caíram 11,05% e as do Bank of Ireland recuaram 7,07%. O índice ISEQ, da Bolsa de Dublin, fechou em queda de 1,46%.

Na Alemanha, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu menos do que o esperado em agosto, com alta de 3,2% ante o mesmo mês do ano passado. Em relação a julho, o índice ficou estável. Já o déficit em conta corrente da zona do euro ficou inalterado em ? 3,8 bilhões (US$ 4,98 bilhões) em julho, na comparação com o mês anterior, apesar do aumento do superávit no comércio de bens para ? 3,4 bilhões, de ? 2,5 bilhões, segundo o Banco Central Europeu (BCE).

Nos EUA, o índice de sentimento do consumidor, medido pela Reuters/Universidade de Michigan, caiu para 66,6 em setembro, de 68,9 em agosto. A estimativa dos analistas era que o indicador subisse para 70,0.

O índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, fechou em queda de 31,69 pontos (0,57%), em 5.508,45 pontos. Na semana, o índice acumulou alta de 0,12%. "Os otimistas podem olhar para a máxima intraday atingida no começo da sessão hoje, que marcou o maior nível em quatro meses, como um sinal de que os compradores pareciam contentes em poder voltar ao mercado. Mas, com dados econômicos negativos, como o dos EUA hoje, o mercado deve ter mais sessões voláteis nas próximas semanas", disse a IG Index. No setor bancário, o Lloyds recuou 1,28%, o RBS perdeu 1,24%, o Barclays teve queda de 3,21% e o HSBC caiu 0,40%. A petroleira BP teve cedeu 1,32% e a Unilever caiu 1,46%.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra DAX fechou em queda de 39,89 pontos (0,64%), em 6.209,76 pontos. O índice fechou a semana quase estável, com leve retração de 0,08%. Hoje, no setor de energia, as ações da RWE caíram 2,19% e as da E.ON recuaram 2,85%, com o aumento das especulações de que o plano do governo de estender a vida útil de usinas de energia nuclear deve baixar o preço da eletricidade e prejudicar os dividendos dessas empresas a partir de 2011.

A seguradora Allianz teve queda de 2,01%, o Commerzbank perdeu 1,46% e o Deutsche Bank recuou 1,81%. No campo positivo, os papéis da Infineon, do setor de tecnologia, ganharam 2,17%, depois de a empresa elevar suas metas para as margens de lucros no longo prazo. Já a SAP subiu 1,00%, com um bom sentimento no setor após a divulgação dos resultados da Oracle na noite de ontem. A varejista Metro AG avançou 3,01%.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em queda de 14,28 pontos (0,38%), em 3.722,02 pontos. No acumulado da semana, o índice perdeu 0,10%. Danone recuou 1,44%, France Telecom caiu 0,61% e EDF teve retração de 0,97%. O setor financeiro teve um desempenho ruim (AXA -2,29%, BNP Paribas -1,96%, Dexia -3,30%, Société Générale -2,93%), mas o Crédit Agricole conseguiu subir 0,54%. Carrefour ganhou 4,65%, após analistas e investidores aprovarem o plano do grupo para reformar suas lojas na Europa. ArcelorMittal, que reiterou hoje sua previsão de lucro no terceiro trimestre, avançou 2,30%.

Na Bolsa de Madri, o índice Ibex-35 fechou em queda de 128,20 pontos (1,20%), em 10.588,60 pontos. O índice FTSE-MIB, da Bolsa de Milão, recuou 166,40 pontos (0,80%) e fechou em 20.517,96 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 caiu 29,68 pontos (0,40%) e fechou em 7.406,97 pontos. As informações são da Dow Jones.

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