Bolsas europeias fecham em queda com balanços e sanções

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda, com os investidores reagindo a resultados aquém das expectativas apresentados por grandes companhias e mantendo cautela diante das tensões entre o Ocidente e a Rússia. Os rumores sobre a divulgação ainda hoje de um comunicado dos países do G-7 sobre a Rússia sustentaram as bolsas europeias em campo negativo.

FRANCINE DE LORENZO, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, Agência Estado

30 de julho de 2014 | 14h28

O mercado avalia o impacto das sanções econômicas à Moscou anunciadas ontem pela União Europeia e pelos Estados Unidos. As medidas, que ainda precisam ser detalhadas, atingirão os setores financeiro, de energia e de defesa.

Em Frankfurt, o índice DAX baixou 0,62%, para 9.593,68 pontos, puxado pela queda de 3,50% nas ações da Infineon Technologies, cujo balanço decepcionou o mercado.

Na bolsa de Paris, o CAC-40 recuou 1,22%, para 4.312,30 pontos, influenciado pela retração de 4,27% nas ações da Schneider Electric, que reportou resultados abaixo do previsto no primeiro semestre deste ano. As ações da Total também tiveram queda expressiva, de 4,93%, diante do temor dos investidores de que os negócios sejam duramente afetados pelas restrições impostas à Rússia. As sanções ainda pesaram sobre os papéis da Renault, que caíram 3,58%. A montadora tem na Rússia um importante mercado para seus automóveis.

Os temores em relação à Rússia levaram as ações das petrolíferas Royal Dutch Shell e BP a recuarem 1,81% e 0,52%, respectivamente, em Londres. O índice FTSE-100 caiu 0,50%, para 6.773,44 pontos.

Em Milão, o FTSE-MIB baixou 0,94%, para 20.887,53 pontos, com as perdas sendo lideradas pelas ações da Fiat, que caíram 2,10% após a companhia anunciar queda de 55% em seus ganhos no segundo trimestre.

Na bolsa de Lisboa, o PSI-20 teve retração de 3,33%, influenciado pela desvalorização de 10,57% nas ações do Banco Espírito Santo.

Já em Madri, o índice Ibex-35 subiu 0,33%, para 10.937,40 pontos, depois que o governo da Espanha anunciou elevação de 0,6% no Produto Interno Bruto (PIB) do país no segundo trimestre, em comparação aos três primeiros meses do ano. O resultado superou a previsão do banco central espanhol, que esperava avanço de 0,5% no período.

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