Bolsas europeias fecham em queda com Grécia

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX recuou 1,48%, para 5.604,07 pontos, enquanto o índice CAC-40 da Bolsa de Paris caiu 1,32%, para 3.707,06 pontos

André Lachini, da, Agência Estado

23 de fevereiro de 2010 | 15h54

As bolsas europeias caíram nesta terça-feira, 23, atingidas pelo nervosismo a respeito da recuperação econômica e preocupações sobre a Grécia, enquanto as ações do Commerzbank, Raiffeisen International e Merck KGaA todas caíram após divulgarem resultados.

 

Após operar em alta a 251,24 pontos mais cedo na sessão, o índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 fechou em queda de 1,2% em 246,74 pontos.

 

"A sessão europeia começou com brilho; houve um rali nas ações, os bônus e o dólar estavam pressionados. Então uma pequena tempestade nos atingiu" disseram estrategistas no Royal Bank of Scotland (RBS), se referindo a uma inesperada queda no índice de confiança empresarial Ifo da Alemanha. O índice Ifo de ambiente para os negócios caiu pela primeira vez em onze meses, para 95,2, de 95,8 em janeiro, abaixo da previsão dos analistas de 96,4.

 

Meryvn King, presidente do Banco da Inglaterra, disse hoje que a recuperação da zona do euro parece ter estagnado e que a recuperação do Reino Unido e da economia mundial permanecem "frágeis".

 

As ações estenderam suas perdas após a divulgação de dados negativos do índice de confiança do consumidor americano em fevereiro.

 

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX recuou 1,48% para 5.604,07 pontos, enquanto o índice CAC-40 da Bolsa de Paris perdeu 1,32% e fechou a 3.707,06 pontos. O índice FTSE, da Bolsa de Londres, perdeu 0,69% e fechou a 5.315,09 pontos. O índice IBEX35 da Bolsa de Madri caiu 2,44% e fechou a 10.312,90 pontos.

 

As ações do Piraeus Bank caíram mais de 5% em Atenas, porque a instituição financiera foi uma das quatro da Grécia a ter cortado seu rating de crédito pela agência Fitch, com as preocupações sobre aperto monetário.

 

"Os bancos têm sido o principal foco para o mercado europeu, mas hoje parece que eles estão no lado da baixa, depois de números fracos do Commerzbank e preocupações sobre a exposição à Grécia", disse James Hughes, analista de mercado na CMC Markets.

 

As ações do banco alemão Commerzbank caíram 6,47%. O grupo bancário reduziu seu prejuízo líquido para € 1,86 bilhão no quarto trimestre, de uma perda de € 5,45 bilhões no mesmo período do ano anterior. O grupo bancário austríaco Raiffeisen despencou 9,8%. A empresa, que se especializou em emprestar dinheiro a consumidores na Europa Central e Leste Europeu, teve queda de 78% no lucro líquido e disse que considera uma fusão com a holding Raiffeisen Zentralbanb Österreich AG.

 

As ações dos bancos espanhóis Santander e BBVA também caíram. Santander perdeu 4,1% e BBVA teve queda de 3,59%.

 

O presidente do Banco da Espanha e membro do conselho do Banco Central Europeu, Miguel Angel Fernández Ordoñez, disse em coletiva hoje que elevar os depósitos compulsórios mínimos para os bancos espanhóis é uma possibilidade.

 

Ações do laboratório alemão Merck KGaA caíram 10,05%, quando seu lucro líquido do quarto trimestre, de € 56,7 milhões, ficou aquém das expectativas dos analistas. Também no setor farmacêutico, as ações da Roche perderam 1,49%. A subsidiária Genentech da Roche informou que a fase III do estudo sobre os efeitos da droga Avastin, para combater o câncer de estômago, não chegou a resultados conclusivos.

 

As cervejarias, no entanto, conseguiram se livrar do ambiente negativo e tiveram vários avanços no dia. A dinamarquesa Carlsberg avançou 8% e a holandesa Heineken teve alta de 3,08%. Ambas as empresas informaram lucros em alta mas volumes de vendas mais baixos, enquanto continuam a cortar custos para lutar contra a queda na demanda. A Carlsberg também destacou ganhos de margem. As informações são da Dow Jones.

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