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Bolsas europeias fecham em queda com rating da Grécia

Índice Stoxx Europe 600 caiu 0,1%, para 279,65 pontos, e acumulou queda de 0,3% na semana

Clarissa Mangueira, da Agência Estado ,

20 de maio de 2011 | 15h20

As bolsas europeias fecharam em queda, depois que o rebaixamento do rating (classificação de risco) da Grécia pela agência de classificação de risco Fitch Ratings reforçou as preocupações sobre as dívidas soberanas na zona do euro. O índice Stoxx Europe 600 caiu 0,1%, para 279,65 pontos, e acumulou queda de 0,3% na semana.

Peter Dixon, estrategista do Commerzbank, disse que os mercados efetivamente oscilaram dentro de faixas estreitas por cerca de seis semanas, à medida que balanços positivos compensaram a incerteza sobre a situação da dívida soberana na zona do euro.

"Os investidores não acham que é a hora certa para vender ações, mas eles têm receio de assumir riscos adicionais num momento em que há tantas coisas acontecendo na economia global", destacou Dixon.

As ações na Grécia, Espanha e Itália acentuaram suas perdas depois que a Fitch rebaixou o rating da Grécia de BB+ para B+, citando "a escala do desafio" enfrentado pelo país na implementação de reformas para assegurar sua solvência.

O índice ASE Composite, da Bolsa de Atenas, fechou em queda de 1,9%, aos 1.297,36 pontos. Na semana, o índice acumulou baixa de 4,34%. As ações da sociedade grega de apostas desportivas (Opap) caíram 4,3%, enquanto as do National Bank of Greece cederam 2,3%.

Em Milão, o índice FTSE MIB encerrou com perda de 1,5%, aos 21.236,87 pontos, conduzido pelo declínio das ações dos bancos, e acumulou queda de 2,42% na semana. UniCredit cedeu 3,8% e Intesa Sanpaolo recuou 3,6%.

O índice IBEX 35, de Madri, fechou em queda de 1,45%, aos 10.226,60 pontos, conduzido pela baixa de 2% dos papéis do Banco Santander. Na semana, o índice acumulou declínio de 1,25%. As ações da varejista de roupa Inditex caíram 2,4%, após a companhia reportar, na noite de ontem, resultados abaixo do esperado da cadeia norte-americana GAP.

O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, caiu 0,13%, para 5.948,49 pontos e acumulou alta de 0,38% na semana. Os papéis do Lloyds Banking Group recuaram 2,9%, depois que o Goldman Sachs rebaixou a recomendação das ações do banco de "compra" para "neutro". No campo positivo, o destaque foi a produtora de petróleo BP, que subiu 2,7%, após fechar acordo com um de seus parceiros nas operações no poço de Macondo, no Golfo do México, para encerrar todas as queixas entre as duas companhias surgidas desde o acidente com a plataforma Deepwater Horizon. Standard Chartered avançou 1,1%, após ter a recomendação para seus papéis elevada pelo UBS de "neutro" para "compra".

O índice CAC 40, da Bolsa de Paris, caiu 0,92%, para 3.990,85, e fechou a semana com baixa de 0,70%. Michelin recuou 1,7% e Sanofi-Aventis perdeu 1,3%. Entre os destaques positivos, Publicis Groupe subiu 0,5% e Technip avançou 1,1%.

O índice DAX 30, da Bolsa de Frankfurt, recuou 1,24%, para 7.266,82 pontos. Na semana, o índice acumulou baixa de 1,84%. Os papéis do conglomerado industrial Siemens cederam 2,2%, após um tribunal de arbitragem determinar que a empresa pague 649 milhões de euros mais juros à Areva por não ter cumprido totalmente obrigações na joint venture formada pelas duas empresas. Deutsche Bank cedeu 1,9%, enquanto Commerzbank subiu 0,7%.

O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, perdeu 0,56%, para 7.688,95 pontos e teve queda acumulada de 1% na semana. As informações são da Dow Jones.

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