Bolsas europeias fecham em queda com temores sobre economia

DAX recuou 1,81%; CAC-40 declinou 2,99%; e IBEX 35 caiu  0,92%

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

01 de julho de 2010 | 14h19

As principais bolsas europeias fecharam em queda no primeiro dia do terceiro trimestre, com dados mais brandos da China e os Estados Unidos elevando os temores sobre a recuperação econômica global, enquanto uma alerta da agência de classificação de risco Moody's sobre o rating da Espanha reacendeu as preocupações sobre as dívidas soberanas.

 

O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 6,14 pontos, ou 2,52%, para 237,30 pontos. O índice terminou o segundo trimestre com uma queda acumulada de 7,7%, em meio às preocupações que mantiveram as bolsas sobre pressão no primeiro semestre não mostrando nenhum sinal de declínio para o próximo trimestre.

 

"O principal foco do mercado é sobre como a economia caminhará no segundo trimestre do ano", afirmou Philippe Gijsels, diretor de pesquisa do BNP Paribas Fortis Global Markets

 

"Por conta da volatilidade, nosso cenário base é de uma desaceleração muito forte, mas não imediatamente de um duplo mergulho. No entanto, o cenário de um duplo mergulho é possível e, uma vez que nós temos números como os dados que sinalizaram um abrandamento na China, esse cenário está preocupando cada vez mais os investidores", disse o analista. "É claro que todo mundo está reduzindo as expectativas."

 

O índice de gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês), divulgado hoje na China, caiu para 52,1 em junho, de 53,9 em maio, enquanto o PMI do Reino Unido recuou para 57,5 no mês passado, de 58,0 em maio. O índice Instituto para Gestão de Oferta de atividade industrial (ISM, na sigla em inglês) dos Estados Unidos declinou para 56,2% em junho, de 59,7% no mês anterior, enquanto as vendas pendentes de imóveis recuaram 30% no mês passado.

 

Em Londres, o índice FTSE-100 caiu 111,12 pontos, ou 2,26%, para 4.805,75 pontos. Os papéis da mineradora Xstrata recuaram 4,62%. Segundo relatos, o governo da Austrália poderá anunciar na sexta-feira um acordo com as mineradoras que operam no país sobre a criação de um novo imposto sobre os lucros do setor.

 

Os papéis da British Petroleum (BP) contrariaram a tendência descendente, subindo 2,8%. Os dados mais recentes da companhia indicam que o primeiro poço de alívio no Golfo do México poderá estar finalizado na primeira metade do mês de julho, antes do prazo previsto pela BP que era no início de agosto, de acordo com o analista do RBS David Cline.

 

Os rumores de um negócio também direcionou a atenção do mercado para a Europa, com as ações da Chloride recuando 4,1%, após a gigante de engenharia ABB desistir de fazer uma oferta maior que a proposta de 1 bilhão de libras (US$ 1,5 bilhão) apresentada pela Emerson Electric para comprar a especialista britânica em sistemas de energia. Os papéis da ABB

recuaram 2%.

 

O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt recuou 108,09 pontos, ou 1,81%, para 5.857,43 pontos. As montadoras tiveram alguns dos piores desempenhos da sessão, com a fabricante de carros de luxo BMW caindo 4,7% e a rival Daimler perdendo 3,6%.

 

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, declinou 102,09 pontos, ou 2,99%, para 3.339,90 pontos. Os papéis da Renault e da Peugeot caíram 4% e 4,8%, respectivamente. Os registros de novos carros na França diminuíram 1,2% em junho.

 

O índice IBEX 35, da Bolsa de Madri, caiu 85,20 pontos, ou 0,92%, para 9.178,20 pontos. As ações do BBVA recuaram

1,16% e as da Telefónica perderam 1,08%.

 

Em Lisboa, o índice PSI 20 recuou 46,37 pontos, ou 0,63%, para 7.019,28. Portugal Telecom avançou 1,83%, enquanto o

Banco Espírito Santo recuou 0,92%. As informações são da Dow Jones.

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