Bolsas européias fecham em queda pelo 5º pregão seguido

As principais bolsas européias fecharam em queda hoje pelo quinto pregão consecutivo, com os investidores preocupados com o mercado de crédito imobiliário "subprime" (de maior risco) nos Estados Unidos, a valorização do iene e as perdas nas bolsas asiáticas. As ações européias tiveram uma sessão de muita oscilação, atingidas logo cedo pela alta do iene, mas saíram das mínimas com a breve recuperação dos índices em Wall Street, ao final da manhã. ?Os comentários sobre recessão de Greenspan (Alan Greenspan, ex-presidente do banco central americano), a China, preocupações com a taxa de juros japonesa, preocupações com o Oriente Médio e os empréstimos subprime são alguns dos vários suspeitos responsáveis pelas quedas?, disse um analista. O rali do iene renovou as preocupações sobre o desmonte das operações de que buscavam ganhos com os diferenciais de juros entre os países. O iene subiu 0,6% ante o dólar, 1,2% ante o euro e 1,7% ante a libra esterlina. Londres Na Bolsa de Londres, o índice FTSE-100 fechou em queda de 57,5 pontos (-0,94%), em 6.058,7 pontos, chegando a ficar por alguns momentos abaixo de 6.000 pontos pela primeira vez em quatro meses. As mineradoras lideraram a queda, com destaque para as ações da Lonmin (-3,1%), Vedanta Resources (-3,1%) e Antofagasta (-2,7%). As mineradoras são particularmente sensíveis às mudanças de percepção sobre o crescimento econômico, principalmente na China, onde a demanda por commodities é enorme. As ações da British Airways caíram 6,6%, atingidas pela preocupação sobre um acordo de aviação entre os EUA e a Europa. Segundo o acordo, as companhias americanas Continental, Delta e Northwest terão acesso ao aeroporto de Heathrow. Já as ações da GlaxoSmithKline perderam 0,8% em reação aos rumores de sexta-feira de que a farmacêutica iria abandonar a fabricação de alguns medicamentos ainda em fase de teste. Entre as altas, destaque para as ações do HSBC, que ganharam 1,1% após o anúncio de aumento de 5% no lucro anual e de 11% nos dividendos. Paris, Frankfurt e Madri O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em queda de 39,67 pontos (-0,73%), em 5.385,03 pontos. Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-DAX fechou em queda de 68,75 pontos (-1,04%), em 6.534,57 pontos. As ações da empresa de transportes Fraport, que opera o aeroporto internacional de Frankfurt, ganharam 1% após uma elevação na recomendação do HVB de neutra para compra. O índice Ibex-35, da Bolsa de Madri, fechou em queda de 213,1 pontos (-1,53%), em 13.749,1 pontos. O índice reverteu parte das perdas e fechou bem acima da mínima registrada durante o pregão (13.654,9 pontos) com o avanço dos índices em Nova York no final da manhã. As ações da fornecedora de energia Union Fenosa lideraram os ganhos do dia na Bolsa espanhola, com a alta de 1,2%, após o banco de investimentos Goldman Sachs elevar o preço-alvo. Entre as quedas, destaque para as ações da seguradora Mapfre, que perderam 4,5%, e da Iberia, que cedeu 5%, após as altas recentes. Lisboa Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 fechou em queda de 166,86 pontos (-1,44%), em 11.432,56 pontos. As ações da Sonaecom despencaram 17% e as da Sonae SGPS caíram 1,3%, enquanto as da Portugal Telecom cederam 3% após o fim da oferta da Sonaecom pela PT na sexta-feira. Os bancos também ficaram sob pressão, com as quedas do Banco Comercial Português (-1,9%), do Banco Espírito Santo (-1,5%) e do Banco Português de Investimento (-1,4%). As informações são da Dow Jones.

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