Bolsas europeias fecham em queda por receios com dívidas soberanas

Investidores mantêm seus olhos alertas por detalhes de uma possível emissão de bônus do governo grego 

André Lachini, da Agência Estado,

22 de fevereiro de 2010 | 15h26

As bolsas europeias fecharam em baixa, interrompendo uma série de cinco sessões de ganhos, à medida que as empresas farmacêuticas pesaram sobre os índices. O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 caiu 0,3% para 249,67 pontos. Na semana passada, o Stoxx 600 obteve ganhos todos os dias e fechou a semana com um avanço de 3,9%.

 

"Nós recomendamos a venda após os ganhos, devido ao aperto monetário e às preocupações fiscais soberanas", disseram os estrategistas de ações do Morgan Stanley.

 

As preocupações a respeito da dívida da Grécia pareciam ter sido postas de lado nesta segunda-feira, 22, com o índice de ações de Atenas ASE Composite fechando em alta de 1,5% a 1.957,39 pontos, enquanto as ações do Alpha Bank subiram 4,3% e do Banco Nacional da Grécia avançavam 4,4%.

 

Os investidores mantêm seus olhos alertas por detalhes de uma possível emissão de bônus do governo grego, enquanto continuam os rumores sobre um suposto plano da Alemanha desenhado para garantir que a dívida soberana da Grécia não entre em moratória.

 

Nos índices regionais, o FTSE da Bolsa de Londres perdeu 0,11% para 5.352,07 pontos, enquanto o índice Dax da Bolsa de Frankfurt caiu 0,59% para 5.688,44 pontos. O índice CAC-40 da Bolsa de Paris recuou 0,34% para 3.756,70 pontos, enquanto o índice IBEX35 da Bolsa de Madri recuou 0,99% para 10.570,50 pontos.

 

O setor farmacêutico esteve hoje em foco. As ações da GlaxoSmithKline caíram 2,6%. Uma reportagem no website do jornal New York Times no final de semana questionou a segurança de um medicamento da empresa contra o diabetes, o Avandia. A GlaxoSmithKline negou qualquer problema com a droga num comunicado em seu website, em resposta ao artigo.

 

Outros laboratórios também ficaram sob pressão, com as ações da Roche Holding perdendo 1,4%.

 

No setor da aviação comercial, as ações da Deutsche Lufthansa recuaram 1,70% à medida que uma greve de quatro dias na empresa alemã prosseguiu hoje. "Nós estimamos que isso custará ao grupo Lufthansa pelo menos € 25 milhões (US$ 34 milhões) por dia e € 100 milhões no total", disseram analistas do Crédit Suisse.

 

As ações da British Airways também declinaram, fechando em queda de 1,61%, enquanto os sindicatos dos tripulações dos aviões da empresa se preparavam para revelar o resultado de uma votação que decidirá se haverá greve ou não.

 

As mineradoras conseguiram ganhar na sessão, com a Rio Tinto em alta de 1,57% e a Vedanta Resources avançando 2,98%.

 

As ações da Alcatel-Lucent saltaram 5,24% após a unidade Merrill Lynch, do Bank of America, projetar uma estimativa de lucro por ação de 0,44 euros para 2012. A projeção diz que o novo alvo para a fabricante de equipamentos de telefonia está 70% superior às estimativas de consenso.

 

No setor varejista, a espanhola Inditex caiu 2,3%, após suas ações terem sido rebaixadas pelo BNP Paribas de acima da média (outperform) para neutras. As ações da varejista sueca Hennes & Mauritz caíram 1,8%, após terem sido também reavaliadas para baixo pelo Merrill, de neutras para abaixo da média (underperform). O BNP Paribas também reavaliou as ações da varejista Carrefour, de acima da média para neutras. As ações do Carrefour caíram 2,38%. "Após os resultados da sexta-feira, nos fomos assegurados de que os resultados de 2010 serão alcançados através do corte de custos, mas nós não esperamos uma recuperação da receita antes do final do ano", disse o BNP.

 

As informações são da Dow Jones.

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