Bolsas europeias fecham em queda por tensão na Ucrânia

Índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia com perda de 0,78%, a 333,50 pontos, limitando o ganho semanal para 0,32%

Lucas Hirata, da Agência Estado, com informações da dow Jones Newswires,

25 de abril de 2014 | 13h38

Os mercados de ações da Europa fecharam em baixa nesta sexta-feira, 25, pressionadas pela elevação das tensões na crise geopolítica do Leste Europeu e por uma realização de lucros após ganhos recentes. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia com perda de 0,78%, a 333,50 pontos, limitando o ganho semanal para 0,32%.

O agravamento da situação entre Ucrânia e Rússia alimentou mais uma vez a aversão ao risco. Os líderes de países do Ocidente discutiram uma "resposta rápida" à ingerência do governo da Rússia na escalada das tensões no Leste da Ucrânia, disse o presidente da França, François Hollande. Segundo o gabinete de Hollande, o presidente francês participou na manhã de hoje de uma teleconferência com seu homólogo norte-americano, Barack Obama, e outros líderes ocidentais para discutir a possibilidade de uma nova rodada de sanções contra a Rússia.

Durante a teleconferência, o Hollande "exigiu uma resposta rápida do G-7 e discutiu a adoção de novas sanções da comunidade internacional contra a Rússia", informou o comunicado do gabinete presidencial.

O presidente dos EUA, Barack Obama, que está fazendo um giro pela Ásia, havia sinalizado anteriormente que a Rússia pode sofrer sanções adicionais por ter anexado a região da Crimeia no mês passado e por supostamente ter desrespeitado um acordo para reduzir a violência no leste da Ucrânia. Ontem, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, alertou que Moscou "pagará um preço alto" se não mudar de atitude.

Durante a madrugada, a Standard & Poor''s rebaixou o rating em moeda estrangeira da Rússia de BBB para BBB-, apenas um nível acima do grau especulativo, diante da escalada dos conflitos com a Ucrânia. Horas depois, o banco central russo surpreendeu os analistas ao elevar a taxa básica de juros em 0,5 ponto porcentual, a 7,5%.

Nesse contexto, as bolsas na Europa não encontraram espaço para subir, ainda mais após os ganhos recentes. No fechamento, a maioria dos mercados registrou perdas superiores a 1%. O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, caiu 1,54%, para 9401,55 pontos, resultando em uma perda semanal de 0,09%. Os mercados financeiros da Alemanha foram os mais atingidos na região pela crise no Leste Europeu, devido aos laços comerciais com a Rússia.

O índice FTSEMib, de Milão, se desvalorizou 1,73%, para 21441,57 pontos, com queda de 0,68% na semana. Londres mostrou queda relativamente mais moderada, com o índice FTSE em baixa de 0,26%, aos 6685,69, com uma alta de 0,91% na semana.

No horário do fim do pregão, a agência de classificação de risco Fitch Ratings elevou o rating soberano da Espanha de BBB para BBB+, com perspectiva estável, citando que os riscos ao perfil de crédito do país diminuíram desde seu rebaixamento para BBB em junho de 2012.

"As condições de financiamento melhoraram, a perspectiva econômica está mais certa e o risco de os bancos espanhóis representarem um fardo adicional ao rating soberano diminuíram", afirmou a agência, em relatório.

O índice IBEX 35, de Madri, cedeu 1,39%, para 10306,20 pontos, limitando o ganho semanal em 0,13%. Em Paris, o índice CAC 40 recuou 0,80%, para 4443,63 pontos, com alta semanal de 0,27%. O índice PSI 20, de Lisboa, cedeu 1,44% no dia e 0,97% na semana, para 7338,25 pontos.

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