Bolsas europeias fecham majoritariamente em queda

As preocupações com a saúde econômica da Europa continuaram a pesar nos índices acionários da região, que fecharam majoritariamente em queda após uma sessão altamente volátil nesta quinta-feira. Embora a onda de vendas tenha prevalecido, indicadores positivos dos Estados Unidos e comentários de dirigentes do Federal Reserve ajudaram alguns mercados a reduzirem perdas, amenizando os temores com a recuperação da economia global. O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,43%, para 310,03 pontos.

AE, Estadão Conteúdo

16 de outubro de 2014 | 13h57

"Algo está claramente muito errado na zona do euro. Isto parece uma espiral deflacionária. É o que está assustando os mercados agora", disse o economista-chefe e estrategista da corretora e gestora de ativos Charles Stanley, Jeremy Batstone-Carr.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 0,3% em setembro ante igual mês do ano passado, registrando a menor alta anual desde outubro de 2009, segundo dados que confirmam uma estimativa preliminar divulgada no fim do mês passado. Ante agosto, o CPI do bloco subiu 0,4% em setembro. A meta de inflação anual do Banco Central Europeu (BCE) é de taxa ligeiramente inferior a 2,0%.

A pressão de vendas foi mais intensa em ações de Itália, Espanha e Portugal, em meio temores renovados sobre problemas políticos e econômicos nos países altamente endividados do sul da Europa. Os investidores continuaram a expressar preocupações com o plano da Grécia de fazer uma saída precoce do seu programa de resgate.

"O governo grego está falando de sair do programa e financiar-se no mercado. Este é o mercado dizendo ''não, obrigado''", afirmou Gareth Colesmith, gerente de portfólio da Insight Investment.

Em Milão, o índice italiano FTSE-Mib perdeu 1,21%, aos 18.083,11 pontos, enquanto o português PSI-20 cedeu 3,21%, aos 49.16,61 pontos, em Lisboa. O índice espanhol IBEX-35 recuou 1,72%, para 9.669,70 pontos, em Madri, sendo pressionado também pelas preocupações com o surto de ebola na Europa.

Por outro lado, indicadores positivos dos Estados Unidos ajudaram a amenizar os temores com a recuperação econômica global. O número de pedidos de auxílio-desemprego no país caiu para 264 mil na semana passada, o menor nível desde abril de 2000. Além disso, a produção industrial da maior economia do mundo surpreendeu ao avançar 1,0% em setembro ante agosto, quando a previsão era de uma alta mais modesta, de 0,4%.

A melhora também foi conduzida por falas do presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, ao sinalizar que o programa de relaxamento quantitativo do banco central norte-americano pode continuar para além de outubro.

Com isso, o índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, subiu 0,13%, para 8.582,90 pontos, e o FTSE-100, de Londres, perdeu 0,25%, a 6.195,91 pontos. O PCAC-40, de Paris, cedeu 0,54%, aos 3.918,62 pontos. Os índices chegaram a cair mais de 1%, antes das notícias dos Estados Unidos. Com informações da Dow Jones

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