Bolsas europeias fecham perto da estabilidade

Cautela prevalece antes do FED; Desemepnho ruim na indústria da zona do euro também colabora para o resultado ruim

Agencia Estado

12 de setembro de 2013 | 14h01

As bolsas europeias fecharam perto da estabilidade e sem direção única nesta quinta-feira, 11, com a cautela prevalecendo antes da reunião de política monetária do Federal Reserve na próxima semana. Pesaram também o desempenho pior do que o esperado da indústria da zona do euro e pronunciamentos dos presidentes do Banco Central Europeu (BCE) e Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês). O índice pan-europeu STOXX 600 encerrou o dia com uma queda marginal de 0,05%, a 310,74 pontos, após atingir o maior nível desde junho de 2008 no pregão anterior.

Logo nas primeiras horas de negócios, as ações na Europa ficaram pressionadas após o escritório de estatísticas da União Europeia (Eurostat) anunciar que a produção industrial da área que compartilha o euro caiu 1,5% em julho ante junho, seu pior resultado mensal desde setembro de 2012. O número frustrou o mercado, que previa alta de 0,1%. Segundo o Eurostat, o resultado geral foi afetado principalmente pela redução na atividade das fábricas na Alemanha e Itália.

Não muito tempo depois o presidente do BCE, Mario Draghi, afirmou em discurso na capital da Letônia que a política monetária continuará acomodatícia enquanto a recuperação da zona do euro permanecer frágil. Para Draghi, a política atual é sólida e tem ajudado a evitar a ruptura do bloco. Ele disse também não ter se impressionado com uma série recente de dados positivos da economia europeia e previu inflação baixa no continente neste e no próximo ano.

Antes de Draghi, o comandante do BoE, Mark Carney, voltou a reiterar que o BC inglês só considerará a possibilidade de reduzir a taxa básica de juros, hoje numa mínima histórica de 0,5%, depois que a taxa de desemprego no Reino Unido recuar para 7%. Na avaliação do banco, isso não deve ocorrer antes de 2016.

Os investidores na Europa continuaram acompanhando também os desdobramentos da questão síria. Mais cedo, o presidente da Síria, Bashar Assad, disse estar disposto a colocar as armas químicas do país sob controle internacional, como proposto pela Rússia, mas alertou que um eventual acordo pode levar um mês ou mais para ser implementado.

O Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, se reuniu em Genebra com o ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, para discutir a proposta de Moscou. As negociações podem levar os EUA a desistir de lançar uma ofensiva militar contra alvos do governo sírio.

Em Londres, o índice FTSE 100 terminou a sessão praticamente estável, com pequena alta de 0,01%, a 6.588,98 pontos. A multinacional de consultoria e engenharia AMEC subiu 1,9%, após anunciar que não vai fazer uma oferta pela Kentz Corp., e a rede de supermercados WM Morrison avançou 1,8%, depois de publicar resultados do primeiro semestre.

No mercado francês, o índice CAC-40 cedeu 0,3%, a 4.106,63 pontos. O destaque de baixa em Paris foi a Sanofi, que recuou 2,6% após decidir retirar o pedido para um novo medicamento contra diabetes nos EUA.

Em Frankfurt, o índice DAX também fechou perto da estabilidade, a 8.494,00 pontos, com um modesto recuo de 0,02%. Em Milão, a queda no índice FTSE Mib foi mais acentuada, de 0,23%, a 17.522,71 pontos, influenciada pela Prysmian (-1,9%), Pirelli (-1,8%) e Ansaldo STS (-1,2%), e por bancos como UniCredit (-1,2%) e Intesa Sanpaolo (-0,8%).

Já as bolsas da Península Ibérica tiveram uma performance positiva. Em Madri, o índice IBEX 35 avançou 0,55%, a 8.924,20 pontos, e em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 0,53%, a 6.078,12 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires.

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