Bolsas europeias fecham sem direção única

 Apesar do impasse fiscal nos EUA, o bom desempenho do setor manufatureiro chinês ajudou alguns mercados europeus

André Lachini, da Agência Estado,

31 de dezembro de 2012 | 17h33

Numa sessão mais curta às vésperas do feriado de ano-novo, as bolsas europeias fecharam sem direção única nesta segunda-feira, mas a maioria conseguiu garantir ganhos ao longo do ano. Os índices dos principais mercados da Europa operaram dentro de intervalos estreitos, com liquidez reduzida e investidores demonstrando pessimismo em relação à possibilidade de o Congresso dos EUA fechar ainda nesta segunda um acordo que evite o chamado abismo fiscal.

Se o pacto não vier nas próximas horas, um conjunto de aumentos de impostos e cortes de gastos, que totalizam mais de US$ 600 bilhões, entrará em vigor na terça-feira (01) nos EUA, o que poderá arrastar o país à recessão, segundo analistas. As negociações entre republicanos e democratas, que não avançaram no fim de semana, foram retomadas na tarde desta segunda.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 encerrou o pregão em baixa de 0,47%, aos 5.897,81 pontos, diante da pequena chance de que o impasse fiscal dos EUA seja solucionado. Embora o FTSE não tenha conseguido romper a barreira psicológica dos 6 mil pontos, seu desempenho em 2012 foi melhor que o do ano passado, com ganho de 5,84%.

Já o mercado português apresentou um ligeiro recuo de 0,08%, com o índice PSI fechando o dia a 5.655,15 pontos. Ao longo do ano, porém, a Bolsa de Lisboa subiu 2,93%.

Apesar do impasse fiscal nos EUA, o bom desempenho do setor manufatureiro chinês ajudou alguns mercados europeus a fechar em território positivo. O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de manufatura da China, segundo pesquisa do HSBC Holdings, avançou para 51,5 em dezembro, de 50,5 em novembro, atingindo seu maior nível em 19 meses. Leituras acima de 50 indicam expansão da atividade manufatureira. Na noite desta segunda, sairá o PMI oficial da China, medido pela Federação Chinesa de Logística e Compras (CFLP) em conjunto com o Escritório Nacional de Estatísticas.

O dado chinês acabou beneficiando a Bolsa de Madri, com o índice IBEX 35 subindo 0,45%, a 8.167,50 pontos, a máxima do pregão. Ajudaram grandes bancos como Santander e CaixaBank, que avançaram 1,5% e 4,4%, respectivamente. Em 2012, por outro lado, o mercado espanhol acumulou uma perda de 4,66%.

A Bolsa de Paris também fechou a sessão em alta, de 0,58%, com o índice CAC-40 a 3.641,07 pontos. O volume de negócios, no entanto, foi extremamente fraco, representando cerca de um quinto da média diária. No ano, o ganho acumulado do mercado francês foi robusto, de 15,23%.

As bolsas de Frankfurt e Milão tiveram seu último pregão de 2012 na sexta-feira e não operaram nesta segunda-feira. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
BolsasEuropa

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.