Bolsas européias operam em alta firme; Londres sobe 1,27%

Na primeira oportunidade para reagir à manutenção da taxa de juros em 5,25% ao ano nos EUA e aos comentários considerados benignos do comunicado emitido ontem pelo banco central americano (Fed), as bolsas européias estão em alta firme hoje, com os índices referenciais encontrando espaço para renovarem as máximas dos últimos seis meses. Ontem, as principais bolsas da Europa fecharam o pregão antes de conhecer a decisão do Fed e ostentaram perdas. Às 9h23, o índice FTSE-100 da Bolsa de Londres subia 1,27%, para 6.282 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 se valorizava 1,10%, enquanto o índice Xetra-DAX, de Frankfurt, avançava 0,86%. A alta era liderada pelos ativos dos setores bancário, energia e farmacêuticas. Em Frankfurt, o Deutsche Bank, maior banco alemão, apresentou um lucro líquido recorde em 2006 de 6 bilhões de euros (US$ 7,8 bilhões), graças ao resultado robusto na sua área de banco de investimentos e às receitas com operações. O lucro líquido do quarto trimestre foi mais fraco do que se esperava e desencadeou pressões sobre as ações do banco, que subiam apenas 0,1%. Mas os resultados ecoavam entre outros bancos. O UBS subia 1,2% e o Société Générale, 1,4%. Em Londres, as ações da companhia petrolífera Royal Dutch Shell subiam 2,5%, após a companhia informar que seu lucro no quarto trimestre cresceu 21%, para US$ 5,28 bilhões, ajudado pelo ganho de US$ 515 milhões na venda de ativos, com ganhos com contratos na área de gás e tributários, além de um aumento de 4% da produção de gás e petróleo. A alta de 4% dos preços do petróleo e gás também foi citada como item que favoreceu o lucro. Os papéis da mineradora Xstrata se valorizavam 2,5%, após a companhia ter fechado um acordo trabalhista preliminar com os trabalhadores da sua unidade em Sudbury, em Ontário. A mina responde por algo entre 4% a 5% da produção global de níquel. Os papéis da mineradora Rio Tinto cediam 0,8%, mesmo após a empresa ter anunciado crescimento de 42,6% no seu lucro líquido em 2006, para US$ 7,44 bilhões, o que confirmou as expectativas dos analistas. Analistas se mostraram decepcionados com o fato de a companhia não ter anunciado novos planos de gerenciamento do seu capital, destacando que ainda executará a recompra de US4 3 bilhões em ações em 2007. As ações do grupo siderúrgico anglo-holandês Corus cediam 1,2%, após se destacarem na sessão anterior com alta de 6,8%. A empresa foi vendida para a indiana Tata Steel, que saiu vencedora do leilão em que disputava a Corus com a brasileira CSN. Em Madri, as ações do Banco Santander Central Hispano cediam 0,2%, após o banco apresentar receita no quarto trimestre acima do esperado, embora seus custos elevados tenham ofuscado esse número. O faturamento do banco nos três meses até 31 de dezembro foi de 5,91 bilhões de euros (US$ 7,68 bilhões). O Banco Santander Central Hispano anunciou avanço de 22% no lucro líquido em 2006, de 6,22 bilhões de euros para 7,60 bilhões de euros (US$ 9,88 bilhões), graças à expansão de 20% nos empréstimos em circulação. Comentando o resultado, o analista da Inverseguros, David Fernandez, afirmou que o Brasil deve ser a próxima história de sucesso do banco. "A grande surpresa foi a contribuição do Brasil nos lucros, o que indica que o Santander pode repetir por lá o mesmo sucesso do México". As informações são da Dow Jones.

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