Bolsas europeias reagem com queda à solução nos EUA

Reação negativa ao fim do impasse no governo norte-americano reflete a natureza temporária da medida

17 de outubro de 2013 | 08h13

Os mercados de ações da Europa operam em baixa nesta quinta-feira, 17, depois que os congressistas norte-americanos chegaram a um acordo para encerrar a paralisação parcial do governo e elevar o teto da dívida dos Estados Unidos. Apesar do fim do impasse, a reação negativa nas bolsas reflete a natureza temporária da solução.

Segundo o acordo, aprovado por ambas as casas do Congresso e sancionado pelo presidente Barack Obama, o governo será financiado até 15 de janeiro e o limite de endividamento será suspenso até 7 de fevereiro. "O entusiasmo foi indiscutivelmente contrabalançado pelo fato de que este acordo é de apenas alguns meses", disse o Rabobank em nota a clientes. A Capital Economics também destacou os prazos e disse que os investidores provavelmente se focarão na ideia de que "uma outra paralisação é possível logo no começo de" 2014.

A agência de classificação de risco chinesa Dagong Global Credit Rating também destacou a incerteza no longo prazo em relação às finanças dos EUA e rebaixou os ratings de crédito em moeda local e estrangeira do país de A para A-. A agência manteve a perspectiva negativa para as notas. Segundo a Dagong, apesar do acordo no Congresso norte-americano, a situação fundamental de endividamento crescente não mudou.

Entre os indicadores divulgados nesta quinta-feira, 17, o Banco Central Europeu (BCE, na sigla em inglês) informou que a zona do euro teve um superávit em conta corrente de 17,4 bilhões de euros (US$ 23,5 bilhões) em agosto, maior que o superávit de 15,5 bilhões de euros de julho.

No Reino Unido, o Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês) disse que as vendas no varejo cresceram 1,5% no terceiro trimestre em relação ao segundo, o maior aumento trimestral desde o primeiro trimestre de 2008, quando a produção econômica atingiu seu pico. Em setembro, as vendas no varejo subiram 0,6% em relação ao mês anterior e 2,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os dados foram mais fortes do que o esperado, uma vez que os economistas previam um ganho mensal de 0,3% e um aumento anual de 1,9%.

No noticiário corporativo, o Carrefour anunciou que as vendas caíram 1,3% no terceiro trimestre deste ano, em função de uma desvalorização das moedas latino-americanas. Entre julho e setembro, as vendas totais somaram 21,11 bilhões de euros (US$ 28,6 bilhões), em comparação aos 21,40 bilhões de euros no mesmo período do ano passado.

Na América Latina, as vendas aumentaram 11,2% a taxas de câmbio constantes, com destaque para a performance no mercado brasileiro. Contudo, a variação cambial teve um impacto negativo de 20%, especialmente por causa da desvalorização do real e do peso argentino frente ao euro. De acordo com a empresa, a expansão no Brasil continuou em todos os formatos e as vendas orgânicas subiram 8,6% no terceiro trimestre.

Às 7h57 (pelo horário de Brasília), Londres caia 0,14%, Frankfurt recuava 0,43%, Paris cedia 0,32%, Madri recuava 0,26%, Milão tinha baixa de 0,80% e Lisboa marcava perda de 0,22%. No mercado de câmbio, o dólar caía a 98,04 ienes, de 98,84 ienes no fim da tarde de ontem, e o euro subia a US$ 1,3624, de US$ 1,3534.

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