Bolsas européias recuam apesar de notícias de fusões

As ações européias registram queda, apesar da série de notícias de fusões e aquisições na Inglaterra. Os mercados abriram em alta, mas segundo um operador, a volta da preocupação sobre as hipotecas subprime (de alto risco) nos Estados Unidos pesa novamente sob os mercados. Segundo David Brown, da Bear Stearns, "o sentimento ainda não está em terra firme, apesar de nós estarmos começando a ver alguns vislumbres de esperança". Outro operador aponta para as preocupações com o fortalecimento do iene. Às 10h02, o índice FTSE-100 em Londres caía 0,20% e o DAX em Frankfurt perdia 0,75%. O índice CAC 40, na Bolsa de Paris, cedia 0,79%, pressionado pelas ações da EADS, controladora da Airbus. Os papéis das mineradoras subiam em Londres. A BHP Billiton ganhava 0,78%, de acordo com cotações com 15 minutos de atraso da London Stock Exchange. As ações da Rio Tinto eram negociados com alta de 0,33%. Hoje cedo, os preços do níquel atingiram um novo recorde de US$ 43.400 por tonelada, a despeito do aumento dos estoques disponíveis do produto nos armazéns da London Metal Exchange. As ações da Akzo Nobel disparavam 15,4% após a companhia farmacêutica ter anunciado a venda da Organon BioSciences para a Schering-Plough por 11 bilhões de euros (US$ 14,4 bilhões). A Akzo Nobel, que chegou a considerar uma oferta pública inicial da unidade, anunciou ainda a recompra de 1,3 bilhão em ações. A venda estimulou a alta de 7% das ações da britânica Imperial Chemical Industries. Segundo um operador, a companhia recebeu uma oferta pela Akzo Nobel e investidores viram a venda da Organon como uma maneira de abrir o caminho para um acordo com a ICI. Já a rede britânica de farmácias Alliance Boots registra ganho de 7,3%. A supermercadista britânica J Sainsbury, que também recebeu oferta do grupo, perdia 2,2%, com a especulação de que o KKR não será capaz de comprar as duas companhias. As ações da EADS recuavam 2,2% após notas pessimistas de analistas da Société Générale e do UBS, entre outros, que afirmaram que a orientação de lucros no longo prazo da companhia é pior do que o esperado. Na sexta-feira, as ações da EADS fecharam em queda de 4,6% em reação aos comentários da companhia de que a Airbus deve registrar baixa "substancial" nos lucros neste ano, principalmente por causa do programa de reestruturação da Airbus. As informações são da Dow Jones.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.