Bolsas europeias recuam após revisão de PIB dos Estados Unidos

Índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou com alta de 0,06% após crescimento da economia norte-americana ser revisto para baixo

Sergio Caldas, da Agência Estado, com informações da Dow Jones Newswires,

29 de maio de 2014 | 13h52

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira, 29, pressionadas por realização de lucros, após uma série de dados mistos dos Estados Unidos em que prevaleceu a revisão do Produto Interno Bruto (PIB), pior do que se previa. O índice pan-europeu Stoxx 600, porém, teve alta marginal de 0,06%, a 344.51 pontos.

Nas últimas sessões, os mercados acionários na Europa vinham acumulando ganhos em meio à crescente expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) anunciará novas medidas de estímulos para combater a inflação baixa na zona do euro. A inflação anual do bloco está em 0,7%, bem abaixo da meta oficial, de uma taxa ligeiramente menor que 2,0%. O BCE anuncia sua decisão de política monetária no próximo dia 5.

Hoje, porém, as praças europeias corrigiram parte da valorização recente diante dos últimos indicadores dos EUA. O PIB norte-americano decepcionou ao recuar a uma taxa anual de 1,0% no primeiro trimestre, de acordo com a segunda estimativa do Departamento do Comércio. Na leitura original, o PIB apontou leve expansão de 0,1% no período e a previsão dos analistas para a revisão era de uma queda de 0,6%. Já as vendas pendentes de imóveis subiram apenas 0,4% em abril ante março, bem menos que o acréscimo esperado de 2,0%. Por outro lado, o número de pedidos de auxílio-desemprego caiu 27 mil na semana passada, para 300 mil, sendo que a previsão era de recuo menor, para 319 mil.

Em Paris, o índice CAC 40 teve pequena baixa de 0,02%, a 4.530,51 pontos, influenciado pela EDF (-3,6%) e Lagardère (-2,8%). Na Bolsa de Madri, o IBEX 35 recuou 0,21%, a 10.734,80 pontos, pressionado por bancos como Santander (-0,7%), Bankia (-2,0%) e Bankinter (-0,72%). Em Milão, o setor financeiro também pesou sobre o índice FTSE Mib, que caiu 0,35%, a 21.511,35 pontos. Os destaques de baixa na Itália foram os bancos Monte dei Paschi (-2,6%) e UniCredit (-0,6%), além da petrolífera Eni (-1,8%), que teve recomendação reduzida a "venda" pelo Citi. No mercado alemão, o DAX fechou estável em Frankfurt, a 9.938,90 pontos, apesar de o Commerzbank ter perdido 2,3% após ser rebaixado pelo Exane BNP Paribas de outperform (acima da média do mercado) para neutro. Em Lisboa, o índice PSI 20 cedeu 0,86%, a 7.073,54 pontos.

A exceção foi a Bolsa de Londres, com o FTSE 100 avançando 0,29%, a 6.871,29 pontos. Na avaliação da consultoria britânica Capital Economics, o resultado do PIB dos EUA não é "nada com que se preocupar", uma vez que a contração foi provavelmente resultado de um inverno mais severo que o normal. No entanto, a ação do Stoxx 600 com pior desempenho hoje foi a da britânica Kingfisher - maior varejista de materiais de construção na Europa -, que despencou 4,9% após divulgar resultados trimestrais ligeiramente abaixo do esperado.

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