Bolsas européias sobem com ações de mineradoras

As bolsas européias trilham o caminho positivo pelo segundo dia consecutivo, repercutindo a performance vigorosa dos papéis das mineradoras, o fechamento em alta de Wall Street ontem e mais notícias sobre fusões e aquisições. Para completar, as ações das empresas fornecedoras de equipamentos para o setor de telecomunicações reagem em alta às projeções da Nokia de crescimento maior da demanda global por celulares. Às 10h15, o índice FTSE-100, de Londres, subia 0,71%; o CAC-40, de Paris, 0,76% e o DAX, de Frankfurt, 0,58%. As ações da mineradora de cobre Kazakhmys subiam 7,5%, mostrando um desempenho bem acima dos ganhos ao redor de 2% da BHP e Rio Tinto. A Kazakhmys informou crescimento de 24,8% de seu lucro líquido em 2005. A companhia declarou ainda que pode pagar um dividendo de US$ 0,36. Na seara de fusões e aquisições, o destaque era o abandono pela Nasdaq de sua proposta de compra da London Stock Exchange por US$ 4,2 bilhões. A desistência da Nasdaq teria sido motivada pelos sinais de rejeição da LSE, cujos papéis cediam 8,6%. As ações de bolsas concorrentes, como a Euronext e a Deutsche Börse, subiam 0,7%. Em Londres, outros papéis que avançavam com notícias sobre fusões e aquisições incluíam o banco de hipotecas Alliance & Leicester, que subiam 3,3%, após a empresa rejeitar uma oferta informal de compra da Credit Agricole. O Royal Bank of Scotland subia 2%, após notícias publicadas em dois diferentes jornais terem indicado que bancos norte-americanos estariam interessados na instituição. Reagindo aos prognósticos de expansão da demanda por celulares da Nokia, a STMicroelectronics, principal fornecedora da Nokia, avançava 2,2%, em Paris, enquanto a Ericsson, fabricante de equipamentos para telefonia celular, ganhava 1,7%, em Estocolmo. A Infineon, que também fabrica chips para celulares, valorizava-se 1,7%, em Frankfurt. As ações da cervejaria belga InBev cediam 1,9%, após a Morgan Stanley ter rebaixado a recomendação para a empresa. A corretora afirmou que não encontra justificativas suficientes para manter sua meta de preços para a empresa. As informações são da Dow Jones.

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