Bolsas europeias sobem com bc alemão e dado britânico

Bundesbank elevou projeção para o PIB da Alemanha este ano, de 1,9% para 3%

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

19 de agosto de 2010 | 08h56

A volatilidade continua nesta quinta-feira nas bolsas do exterior, em grande parte patrocinada pelo baixo número de investidores presentes, em virtude das férias. A Europa iniciou o dia em queda, mas reverteu a direção após o Bundesbank, o banco central alemão, elevar sua projeção para o PIB do país este ano. O número sobre o desempenho das encomendas à indústria britânica também trouxe otimismo em relação às possibilidade de recuperação econômica na Europa.

Embora a alta das bolsas espelhe a impressão de maior apetite pelo risco, as preocupações com a saúde fiscal da Grécia permanecem. Os comentários são variados e o grande temor é de que, apesar de todos os esforços, o país não consiga evitar o default. Tanto que o spread do custo de proteção contra eventual calote da dívida grega está em níveis bastante elevados. Hoje, mesmo depois de a União Europeia dizer que o país cumpriu as metas estabelecidas no acordo de empréstimo fechado com o grupo e com o FMI, o spread mantinha-se a 824 pontos. Comenta-se que o aperto fiscal instituído pela Grécia para atender as demandas do FMI e da União Europeia levarão a taxa do desemprego para 70% em algumas partes do país.

Este cenário perturba os investidores que compram euros. Alguns estrategistas dizem que o mercado está testando a capacidade de sustentação da moeda, depois de atravessar a fronteira de US$ 1,29 ontem.

O iene, por sua vez, segue limitado pelas especulações de intervenção, que ganham forma nas diárias informações da imprensa local sobre uma reunião que o banco central do país e autoridades econômicas terão na semana que vem sobre a apreciação da moeda.

O Bundesbank disse que a economia alemão deverá crescer 3% em 2010. Anteriormente, a previsão era de expansão de 1,9%. A mudança reflete a inesperada expansão do segundo trimestre. Já a A Confederação da Indústria Britânica informou que a diferença entre o porcentual de empresas que reportaram encomendas acima do normal e empresas que reportaram encomendas abaixo do normal subiu para -14 em agosto, de -16 em julho, o maior nível desde agosto de 2008.

Às 9h16 (de Brasília), a Bolsa de Londres operava em alta de 0,11% e a Bolsa de Frankfurt avançava 0,56%; Paris somava 0,61%. O euro valia US$ 1,2835, de US$ 1,2860 ontem em Nova York; e o dólar era negociado a 85,56 ienes, de 84,43 ienes ontem.

O petróleo WTI subia 0,29%, para US$ 75,64 o barril na Nymex eletrônica; o cobre para dezembro registrava valorização de 0,82% para US$ 3,3980 por libra peso. As informações são da Dow Jones.

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