Bolsas europeias sobem com divulgação de balanços corporativos

Ganho de 1,19% do índice pan-europeu Stoxx 600 também se deveu à inflação ao consumidor da Alemanha abaixo do esperado

Lucas Hirata, da Agência Estado, com informações da Dow Jones,

29 de abril de 2014 | 14h09

Os mercados de ações da Europa fecharam em alta nesta terça-feira, 29, impulsionados por balanços corporativos animadores e esperanças renovadas sobre uma flexibilização adicional da política monetária do Banco Central Europeu (BCE). O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou com ganho de 1,19%, aos 338,12 pontos.

Entre os resultados corporativos divulgados na Europa destacaram-se os de Infineon, Hermès e Statoil. O Deutsche Bank, maior credor da Alemanha, obteve um lucro líquido de 1,083 bilhão de euros, o que representa uma queda de 34,40% sobre o ganho de 1,651 bilhão de euros no mesmo período do ano passado. No entanto, analistas consultados pela Dow Jones Newswires estimaram um lucro ainda menor, de 927 milhões de euros.

Outro fator que deu impulso às ações europeias foi a inflação ao consumidor da Alemanha, que ficou abaixo do esperado. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) alemão recuou 0,2% em abril ante março e subiu 1,3% na comparação anual. As previsões eram de queda mensal de 0,1% e aumento anual de 1,4%. Como dados fracos de inflação alimentam as expectativas de adoção de novos estímulos pelo BCE, as bolsas ampliaram os ganhos na Europa logo após o indicador.

Em Paris, o índice CAC 40 encerrou com ganho de 0,83%, aos 4497,68 pontos, enquanto o Dax, de Frankfurt, teve alta de 1,46%, aos 9584,12 pontos. O índice FTSEMib, de Milão, avançou 2,15%, aos 21976,84 pontos, liderando as valorizações.

Entre os indicadores divulgados hoje, o Produto Interno Bruto do Reino Unido cresceu 3,1% no primeiro trimestre de 2014 frente ao mesmo período do ano passado, segundo dados preliminares. Com isso, o crescimento anual da economia britânica atingiu seu maior nível desde o quarto trimestre de 2007. Na comparação trimestral, o PIB britânico teve alta de 0,8% entre janeiro e março, informou o ONS.

Ambos os números vieram ligeiramente abaixo da expectativa de analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que era de alta de 0,9% na comparação mensal e de aumento de 3,2% em comparação com mesmo período de 2013. O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, encerrou com avanço de 1,04%, aos 6769,91 pontos, o maior nível da sessão.

O alívio dos investidores com as sanções relativamente brandas impostas ontem à Rússia pelos EUA e União Europeia também continuaram a elevar as ações da Europa. O impacto das sanções é fraco, uma vez que o "alvo é a elite russa, em vez de a economia como um todo, o que sugere que os EUA querem limitar o impacto sobre as empresas dos EUA e Europa", disse Marshall Gittler, diretor de estratégia global de câmbio do IronFX global, em nota a clientes nesta terça-feira.

"Assim, os mercados - e supõe-se o presidente da Rússia, Vladimir Putin, também - observam a falta de convicção por trás do esforço e o desejo do Ocidente de minimizar o seu próprio sacrifício em nome da Ucrânia", afirmou.

O aumento das tensões entre Moscou e Kiev pode enfraquecer as perspectivas econômicas para a maior economia da Europa, segundo uma pesquisa com consumidores alemães, embora a confiança na economia permaneça elevada. O índice de confiança do consumidor alemão permaneceu inalterado em maio frente a abril, quando permaneceu no maior nível em sete anos. O chamado índice GfK de confiança do consumidor referente a maio ficou em 8,5, mesmo nível de abril e março e em linha com a previsão dos analistas.

Em Lisboa, o índice PSI 20 fechou em alta de 1,14%, aos 7439,27 pontos. O índice IBEX 35, de Madri, subiu 1,36%, para 10461,00 pontos.

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