Bolsas européias sobem em reação a juro nos EUA

As principais Bolsas da Europa registram forte alta influenciadas pelo comunicado do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) divulgado ontem, que sugeriu uma suavização no viés de aperto monetário, o que indica que o Fed poderá reduzir os juros do país. As ações sensíveis à taxa de juros norte-americana, como as das construtoras Wolseley, no Reino Unido, e da Saint Gobain, na França, registram ganhos elevados. Saint Gobain sobe 2,2% e Wolseley operam em +1,7%. Às 10h46 (de Brasília), o índice FTSE-100 na Bolsa de Londres subia 0,75%, o Xetra-DAX em Frankfurt ganhava 2% e o CAC-40 em Paris avançava 1,61%. Os mercados europeus foram estimulados pelo rali de ontem em Nova York, com a alta de 1,3% do índice Dow Jones e de 2% do Nasdaq. "Esse comentário do Fed é mais suave do que o anterior e pode ser lido como uma saída do viés agressivo anterior", disse Kenneth Broux, economista do Lloyds TSB. Entre as seguradoras, as ações do ING avançavam 2,7%, em reação às notícias de que a companhia contratou o Goldman Sachs e o JP Morgan para avaliar possíveis fusões com outros bancos na região do Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo), após o concorrente holandês ABN Amro anunciar que está discutindo uma possível fusão com o Barclays. As ações de diversos bancos também estão em alta, com o Deutsche Bank subindo 2,2%, o Credit Suisse com elevação de 2,5% e o UBS subindo 2,6%. No setor farmacêutico, os ganhos são menores. As ações da AstraZeneca subiam menos de 0,1% e as da GlaxoSmithKline perdiam 0,3% após o JP Morgan rebaixar a recomendação das companhias de neutra para underweight. Segundo o banco, as duas ações estão superavaliadas, especialmente quando comparadas com Roche e Novartis. As informações são da Dow Jones.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.