Bolsas europeias sobem, puxadas por dados da China

Os dados positivos de comércio exterior da China aliviaram os temores dos investidores quanto ao potencial de crescimento global e permitiram uma nova rodada de compras nas bolsas da Europa, que encerraram esta sessão em alta. Após as fortes perdas acumuladas na semana passada, investidores encontraram motivos para sair em busca de barganhas.

FRANCINE DE LORENZO, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, Estadão Conteúdo

13 de outubro de 2014 | 14h12

Em setembro, as exportações chinesas subiram 15,3% na comparação com igual mês de 2013, superando as previsões dos analistas, que esperavam alta de 12,5%. Já as importações reverteram tendência negativa e voltaram a crescer, aumentando 7% sobre setembro do ano passado. A previsão era de queda de 2,4%. As importações de minério de ferro aumentaram 13,6% em setembro, na comparação com igual período de 2013.

As mineradoras, que são diretamente influenciadas pela maior demanda chinesa, foram destaques em Londres, com as ações da Rio Tinto subindo 4,22%, as da Anglo American avançando 4,72% e as da Glencore ganhando 2,67%. O índice FTSE-100 teve elevação de 0,41% neste pregão, fechando aos 6.366,24 pontos.

Na Bolsa de Paris, as ações da siderúrgica ArcelorMittal, subiram 2,19% e levaram o CAC-40 aos 4.078,70 pontos, com ganho de 0,12%.

Em Frankfurt, as operações ainda foram influenciadas pelos planos de Moscou de retirar suas tropas da fronteira com a Ucrânia. Várias empresas alemãs mantêm negócios com a Rússia. O índice DAX teve alta de 0,27%, para 8.812,43 pontos, com destaque para as ações da Basf, que avançaram 1,68%.

Na Bolsa de Madri, o Ibex-35 teve elevação de 0,36%, aos 10.187,30 pontos e, em Lisboa, o PSI-20 ganhou 0,25%, aos 5.234,83 pontos. Na contramão, o FTSE-MIB, da Bolsa de Milão, perdeu 0,32%, aos 19.139,08 pontos.

Apesar dos ganhos na maior parte dos mercados europeus, economistas destacam que o momento ainda requer cautela. "O sentimento negativo persiste. Precisamos ver algumas indicações de estabilidade antes de ficarmos mais otimistas", disse o analista da Charles Stanley, Jeremy Batstone-Carr.

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