Bolsas européias têm pior semana em 4 anos

As bolsas européias tiveram a pior semana desde o começo da guerra do Iraque há quatro anos, pressionadas por preocupações que vão desde a economia da China até o mercado hipotecário dos EUA. Hoje o índice CAC-40, de Paris, caiu 0,6% para 5.424,70 pontos, o DAX 30, de Frankfurt, fechou em baixa de 0,6%, em 6.603,32 pontos. O FTSE-100, de Londres, terminou inalterado em 6.116,20 pontos. Na semana, o declínio foi de quase 6%. O corretor Jeremy Batstone, da Charles Stanley Securities em Londres, disse que é muito cedo para dizer se o mercado bateu no fundo do poço. Os investidores ainda estão nervosos com uma série de fatores, como as quedas no mercado acionário da China, os problemas com as hipotecas subprime (as concedidas a clientes de maior risco a juros mais altos) nos EUA e com uma desaceleração econômica global. Vários executivos de corporações dos EUA recentemente alertaram para uma desaceleração nos lucros nos próximos meses, disse Batstone. Uma correção era esperada há algum tempo, reiterou o co-fundador da Seven Investment Management Justin Urquhart Stewart. Em Frankfurt, a Deutsche Telekom caiu 2,4%. O Merrill Lynch rebaixou a recomendação para a empresa de neutra para venda, citando a deterioração de resultados e a falta de medidas de corte de custos. A SAP caiu 2,2, devolvendo parte dos ganhos da sessão anterior. Em Paris, a Lagardère liderou as quedas, declinando 5,5%, numa correção da alta de ontem. A EADS, proprietária da Airbus, caiu 4% depois que a UPS cancelou formalmente sua encomenda de aviões A380. Ontem, a Airbus disse que suspenderia os trabalhos com a versão para frete do A380 para se concentrar na versão para passageiros. Em Lisboa, o índice PSI-20 fechou em baixa de 0,8%, em 11.599,42 pontos. Os destaques entre as quedas foram Sonaecom (-12%), Sonae SGPS (-1,9%), Portugal Telecom (-1,6%) e PT Multimedia (-0,2%). Estas ações fecharam antes do normal, por causa da assembléia geral da PT para decidir sobre uma mudança nos estatutos da empresa que facilitaria a oferta da Soneacom pela PT. Em Madrid, o IBEX-35 fechou em queda de 0,7%, em 13.962,2 pontos, perdendo mais de 5% na semana. Telefónica empurrou o índice para baixo pelo terceiro dia, perdendo 1,8% ante a incerteza sobre sua estratégia de expansão e os problemas em empresas de telecomunicações européias. Repsol caiu 1,4% com os temores sobre uma fusão com outra empresa espanhola, disse um operador. Endesa caiu 0,7%, ficando em foco depois que a Enel elevou sua participação e reavivou a batalha pela aquisição da empresa. As informações são da agência Dow Jones.

Agencia Estado,

02 de março de 2007 | 16h51

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