Bolsas européias terminam o dia com desvalorização

As Bolsas européias caíram hoje, dia em que os investidores preferiram fazer uma pausa depois da alta da véspera e de uma semana volátil. O declínio dos setores de seguros e bancos prevaleceu sobre altas desencadeadas por especulações de novas fusões envolvendo gigantes como a Unilever, do setor de bens de consumo, e Repsol, de energia. O índice DAX 30, da Bolsa de Frankfurt, fechou em baixa de 0,07%, em 6.580,78 pontos. O CAC 40, de Paris, caiu 0,1%, para 5.382,16 pontos, e o FTSE 100, de Londres, recuou 0,04%, para 6.130,60 pontos. No setor de seguros, Old Mutual caiu 0,8% em Londres e Allianz perdeu 0,7% em Frankfurt. Entre os bancos, HBOS, HSBC e Credit Agricole caíram pelo menos 0,7%. O grupo francês Thomson, do setor de eletrônicos, subiu 4% após ter sua recomendação elevada de neutra para compra pelo Merrill Lynch. O grupo britânico de material de construção Wolseley caiu 1,9% em meio aos temores de que uma desaceleração no setor imobiliário dos EUA afetará seus negócios de distribuição no mercado norte-americano. As ações do grupo caíram 16% desde meados de fevereiro. Unilever Plc ampliou os ganhos do pregão anterior, subindo 2,8% em Londres para a máxima em oito anos, numa reação positiva a uma apresentação para investidores no início da semana. Os operadores reforçaram as compras dos papéis da gigante anglo-holandesa depois que, na apresentação, a empresa colocou em destaque seu potencial de crescimento. A companhia de produtos de consumo tem sido vista como um possível alvo de aquisição das firmas de private equity (que compram participações em empresas). Ainda em Londres, as petroleiras terminaram em baixa. BP caiu 1% e Royal Dutch Shell perdeu 1,1%. Imperial Tobacco continuou ganhando terreno, fechando em alta de 4,9%. Ontem a empresa anunciou uma oferta de cerca de US$ 15,2 bilhões pela concorrente franco-espanhola fabricante de cigarros Altadis. Em Lisboa, o índice PSI 20 fechou em baixa de 0,7%, em 11.376,86 pontos, com os investidores realizando lucros depois da alta de 0,8% na quinta-feira. Sonae caiu 1,9% e o Banco BPI terminou em baixa de 1,9%. Em Madrid, o IBEX 35 subiu 0,3% para 13.977,4 pontos, ajudado por um avanço de última hora da Repsol e pela firmeza dos papéis da Telefónica. Repsol subiu 3,2%, liderando os ganhos, com uma vaga especulação de que pode ser alvo de aquisição por firmas de private equity. Um operador em Madrid disse que o braço de private equity da Dubai Investments foi citado como interessado. Um representante da Repsol afirmou que a empresa não comenta rumores. As informações são da agência Dow Jones.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.