Bolsas européias terminam o dia com desvalorização

As principais Bolsas européias fecharam em queda, pressionadas pelo recuo inesperado do dado de vendas de novos imóveis nos EUA de fevereiro. O relatório divulgado pelo Departamento do Comércio renovou as preocupações com o crescimento da economia norte-americana. Na Europa, o setor automobilístico também afetou negativamente o mercado, após a Porsche aumentar sua participação na Volkswagen com valores abaixo do mercado. Em Londres, o índice FTSE-100 fechou em queda de 47,5 pontos, ou 0,75%, em 6.291,90 pontos. As ações das construtoras concorrentes Taylor Woodrow e George Wimpey fecharam em forte alta após anunciarem que estão planejando uma fusão. O acordo formaria a maior construtora no Reino Unido, a Taylor Wimpey, com receita anual de 6,7 bilhões de libras esterlinas (US$ 13,1 bilhões). As ações da Taylor Woodrow dispararam 13% e as da George Wimpey ganharam 2,8%. As ações da Xstrata caíram 0,19% após o anúncio de que fez uma oferta de US$ 4 bilhões de dólares para comprar a mineradora de níquel LionOre. O acordo vai fortalecer sua posição no mercado de níquel. As ações da LionOre dispararam 10,4%. Os bancos fecharam em queda. As ações do Barclays recuaram 2,2% após o Dresdner Kleinwort rebaixar a recomendação do papel e do Royal Bank of Scotland perder 1,8% com a notícia do The Daily Telegraph de que os dois principais acionistas do banco querem que o CEO Fred Goodwin considere a realização de uma oferta pelo ABN Amro. As ações do ABN, que está discutindo fusão com o Barclays, subiram 0,8%. Em Paris, o índice CAC-40 fechou em queda de 58,45 pontos, ou 1,04%, em 5,576,30 pontos. As ações da Suez lideraram a queda e perderam 2,5% com realização de lucros. Outro destaque foram as ações do Carrefour, que perderam 2,2% em reação às notícias de mudança na diretoria do grupo. Na sexta-feira, após o fechamento, o novo acionista do grupo, Bernard Arnault, e a Colony Capital, conquistaram o apoio da administração para obter dois assentos de supervisão na diretoria do grupo. Eles afirmaram que podem aumentar sua participação em até 20% no próximo ano. As ações da Alcatel-Lucent subiram 2,3% com as notícias de que irá fechar acordo de US$ 6 bilhões com a Verizon Wireless para fornecer equipamento de rede, software e serviços. Já as ações da Sanofi-Aventis perderam 1,4% após a notícia de que o remédio antiobesidade Acomplia será analisado pelo painel da FDA norte-americana em junho, aumentando as preocupações de que sua aprovação pode sofrer atrasos. O índice Xetra-DAX da Bolsa de Frankfurt fechou em queda de 70,24 pontos, ou 1,02%, em 6.828,82 pontos. As ações da E.ON recuaram 0,4% após a companhia aumentar pela terceira vez a oferta pela espanhola Endesa para 42,36 bilhões de euros (US$ 56,4 bilhões). As ações da Endesa subiram 3,7% em Madri. Já as ações da Volkswagen caíram 3,2% e as da Porsche subiram 0,6% em reação ao aumento da participação da Porsche na Volks de 27,3% para 31% e à oferta de compra da companhia por 100,92 euros por ação, abaixo do valor de mercado. A Porsche foi forçada a fazer a oferta após exercer sua opção de elevar sua fatia na Volks acima de 30%. A Porsche afirma que não pagará um prêmio porque as ações da Volks mais do que dobraram de preço desde que a Porsche adquiriu sua participação. O índice Ibex-35 da Bolsa de Madri fechou em queda de 76,1 pontos, ou 0,52%, em 14.469,6 pontos. As ações do Santander recuaram 1,8% e as do BBVA perderam 1,7%. Em Lisboa, o índice PSI-20 fechou em alta de 41,36 pontos, ou 0,35%, em 11.794,9 pontos. As ações do Banco Comercial Português lideraram a alta e subiram 2,2%, enquanto as ações do BPI caíram 0,9%. As informações são da Dow Jones.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.