Bolsas européias voltam a fechar em baixa

As três principais bolsas da Europa voltaram a fechar em baixa, após abrirem em alta pela manhã, quando tentaram sem convicção se recuperar das perdas dos dois dias anteriores. No entanto, os índices referenciais fecharam acima das mínimas. Em Londres, o FTSE-100 fechou em baixa de 55,50 pontos, ou 0,90%, aos 6.116,00 pontos. Na mínima do dia, o índice chegou a cair 2,14%, após ter subido 0,95% mais cedo. O CAC-40 encerrou o pregão em baixa de 57,92 pontos, ou 1,05%, aos 5.458,50 pontos, após tocar a mínima de 5.355,75 pontos, ou 2,91%. Pela manhã, o índice subiu 0,70%. O DAX, de Frankfurt, caiu 75,20 pontos, ou 1,12%, aos 6.640,24 pontos. Na mínima, o índice derreteu 2,54% e chegou a subir 0,60%. A migração das bolsas européias para um novo declínio não foi motivada por nenhuma notícia concreta, mas foi associada a um efeito indireto do desmonte das operações de carry trade com ienes. O investidor faz operação de carry trade quando toma dinheiro emprestado em uma moeda de juros baixos (no caso, o iene), vende a moeda e aplicava em ativos associados a juros (e, portanto, rendimentos) maiores. Com o temor de estouro da bolha do mercado acionário chinês, que se valorizou em 130% no ano passado, e esfriamento da economia dos EUA, o mercado elevou o risco e os investidores teriam começado a vender seus outros ativos para obter recursos afim de liquidar seus empréstimos em ienes, dando suporte para uma alta da moeda japonesa. A recuperação dos piores níveis do dia dos mercados europeus, no entanto, teve um fato concreto, já que esteve diretamente associada ao impacto do índice de atividade do Instituto para Gestão de Oferta nos EUA. "O ISM afastou o fantasma da recessão que flutuava em torno do mercado", comentou um operador. O Instituto para Gestão de Oferta (ISM, ex-NAPM) informou que seu índice de atividade industrial subiu para 52,3 em fevereiro. A mediana das expectativas de 21 economistas entrevistados pela Dow Jones era de uma melhora do índice para 50,0 em fevereiro, de uma leitura em 49,3 registrada em janeiro. Números abaixo de 50 indicam contração e, acima disso, expansão da atividade. As mineradoras voltaram a cair com força na Europa. A BHP fechou em baixa de 1,42% e a Rio Tinto caiu 1,64%. As ações das mineradoras figuraram na linha de frente das vendas dos dois dias anteriores na Europa, reagindo com mais sensibilidade à preocupação de que um eventual esfriamento da economia chinesa afete o faturamento e conseqüentemente o lucro dessas companhias. Em Frankfurt, as ações da Deutsche Telekom cederam 3,8% e as da Merck KGaA caíram 2,3%, ambas reagindo a resultados divulgados pela manhã. A Infineon perdeu 1,5%, à luz do dado mostrando queda nas vendas mundiais de semicondutores. A Gartner, grupo especializado em análises do setor de tecnologia, reduziu a previsão de vendas da empresa para 2007, em razão das previsões de demanda mais fraca de chips para PCs e celulares. A Infineon prevê crescimento de 8% no mercado de chips neste ano, enquanto suas concorrentes têm se mostrado mais conservadoras. As informações são da Dow Jones.

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