Bolsas fecham em alta após dados positivos sobre a economia do continente

A agência de estatísticas Eurostat divulgou que o PIB preliminar da zona do euro no 4º trimestre do ano passado subiu 0,3% em relação aos três meses anteriores, resultado acima da expectativa de analistas. Dados da Alemanha, França e Itália também agradaram 

Mateus Fagundes, da Agência Estado, com informações da Dow Jones Newswires,

14 de fevereiro de 2014 | 16h45

O pessimismo recente se afastou dos mercados acionários europeus, que encerraram a semana em alta. Os ganhos no pregão desta sexta-feira, 14, foram impulsionados pela divulgação de dados econômicos positivos sobre a economia do continente, que apontaram para um crescimento da atividade no final do ano passado. Diante disso, o índice Stoxx Europe 600 fechou em alta de 0,56%, a 333,32 pontos, com um aumento de 2,53% na semana.

A Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia, divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) preliminar da zona do euro no quarto trimestre do ano passado subiu 0,3% em relação aos três meses anteriores, um resultado acima da expectativa de analistas. Os dados da Alemanha, França e Itália também agradaram. O PIB alemão subiu 0,4% no confronto trimestral, o da França teve expansão de 0,3% e o da Itália mostrou alta marginal, de 0,1%, mas foi o primeiro ganho registrado desde 2011. Também foi bem recebido pelo mercado o superávit comercial de bens da região, que no ano de 2013 registrou um recorde histórico.

A resolução da crise política na Itália também influenciou o movimento das bolsas no continente. Conforme o esperado, o presidente da Itália, Giorgio Napolitano, aceitou o pedido de renúncia do primeiro-ministro, Enrico Letta. A saída do premiê agradou o mercado local de ações, já que Letta não conseguiu fazer as reformas econômicas para que o país saísse da crise. O índice FTSE MIB, da Bolsa de Milão, teve ganho de 1,62%, a 20.436,47 pontos, a maior alta do dia entre os mercados europeus e também o maior avanço semanal no continente (+3,95%).

O Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unido informou que o setor de construção cresceu 0,2% no quarto trimestre do ano passado, contrariando a estimativa preliminar divulgada em janeiro, que apontava uma queda de 0,3%. O dado ajudou o índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, que fechou com leve alta de 0,06%, a 6.663,62 pontos. O aumento semanal do índice foi de 1,40%. O movimento hoje também foi influenciado por ações de mineradoras, que subiram acompanhando o aumento dos preços dos metais básicos e do ouro e o bom resultado da Anglo American, embora os papeis da companhia tenham perdido 0,91%. Os papéis Fresnillo avançaram 5,31%, da Randgold ganharam 1,86% e da Anglo American

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX subiu 0,68%, a 9.662,40 pontos. Na semana, o índice avançou 3,88%. Hoje, a alta foi impulsionada pela leitura positiva dos resultados do conglomerado ThyssenKrupp no quarto trimestre, que conseguiu mais que dobrar o seu lucro operacional mesmo tendo prejuízo líquido de 64 milhões de euros no período. As ações do conglomerado subiram 3,83% no pregão.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou com ganhos de 0,63%, a 4.340,14 pontos. Pelo segundo dia consecutivo o índice foi ajudado por ações da montadora Renault (+3,80%), que divulgou ontem planos para aumentar a rentabilidade e as vendas no médio prazo. Em contrapartida, os papéis do BNP Paribas perderam 0,93% após o banco UBS reduzir a recomendação das ações da instituição francesa de "comprar" para "neutra". Na semana, a bolsa francesa subiu 2,65%.

A Bolsa de Madri avançou 0,34%, a 10.132,80 pontos. O ganho semanal do índice IBEX 35 foi de 0,60%. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI 20 subiu 1,50%, a 7.132,51 pontos, um avanço semanal de 2,95%.

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