Bolsas na Ásia fecham em queda com dívida dos EUA

Na China, as bolsas caíram, depois que o órgão regulador disse que continuará vigilante em relação à qualidade das dívidas dos governos locais e aos controles de crédito do mercado imobiliário

Hélio Barboza, da Agência Estado,

28 de julho de 2011 | 08h13

A preocupação com as discussões sobre o aumento do teto da dívida pública dos EUA pesou sobre as bolsas asiáticas e levou a maioria dos mercados da região a fechar em baixa.

Em Hong Kong, o otimismo com os resultados das empresas locais mais do que compensou a influência da queda de ontem nas bolsas de Nova York, a despeito do impasse nas negociações entre a Casa Branca e o Congresso dos EUA. O índice Hang Seng avançou 0,1% e fechou aos 22.570,74 pontos. A temporada local de divulgação de balanços das blue chips foi aberta com os resultados da Power Asset, que informou um salto de 47% no lucro do primeiro semestre. As ações da companhia subiram 4%. Hutchison Whampoa, cujo balanço sai na semana que vem, teve alta de 3%.

Na China, as bolsas fecharam em queda, com crescente aversão ao risco, depois que o órgão regulador do mercado bancário local disse que vai continuar vigilante em relação à qualidade das dívidas dos governos locais e aos controles de crédito do mercado imobiliário. O índice Xangai Composto baixou 0,5% e encerrou aos 2.708,79 pontos. O índice Shenzhen Composto recuou 0,1% e terminou aos 1.189,13 pontos. Entre as principais baixas, China Minsheng Banking cedeu 2,2%, Industrial Bank escorregou 2,1% e Industrial & Commercial Bank of China (ICBC) caiu 1,9%.

O yuan ficou praticamente estável diante do dólar, uma vez que o fechamento de um grande volume de contratos de importação compensou a expectativa de que o banco central puxe para cima a cotação da moeda chinesa no curto prazo. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,4428 yuans, quase inalterado em relação aos 6,4433 yuans do encerramento de quarta-feira. O banco central fixou a taxa de paridade central em 6,4438 yuans por dólar, ligeiramente acima da mínima histórica de quarta-feira, de 6,4426 yuans por dólar, seguindo a alta da divisa norte-americana contra as outras principais moedas.

Na Bolsa de Taipé, em Taiwan, o índice Taiwan Weighted recuou 0,6% e fechou aos 8.767,20 pontos. HTC caiu 6,3% com uma decisão desfavorável em sua batalha jurídica contra a Apple. AU Optronics baixou 5,9% depois de apresentar resultados abaixo do esperado no segundo trimestre.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul declinou 0,9% e encerrou aos 2.155,85 pontos. Hyundai Motor perdeu 1,7% e Kia Motors cedeu 2,4%, em meio às incertezas sobre as negociações com os sindicatos de trabalhadores em agosto.

O índice S&P/ASX 200 da Bolsa de Sydney, na Austrália, teve queda de 1,6% e fechou aos 4.463,8 pontos. As ações da mineradora BHP Billiton registraram baixa de 2,3%.

Nas Filipinas, o índice PSE Composto da Bolsa de Manila recuou 0,9 ponto e terminou aos 4.482,80 pontos.

A Bolsa de Cingapura fechou praticamente estável, uma vez que as preocupações sobre o impasse nos EUA mantiveram os investidores cautelosos em tomar posições agressivas. O índice Straits Times caiu 0,1% e fechou aos 3.189,85 pontos.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, recuou 0,7% e fechou aos 4.145,83 pontos, pressionado pela desvalorização da rupia e pela queda na maioria dos mercados globais.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, subiu 0,3% e fechou aos  1.134,38 pontos, na contramão da tendência na maioria dos mercados regionais, uma vez que os investidores focaram mais o cenário doméstico otimista do que o impasse nos EUA. A robusta demanda local e o forte crescimento econômico continuaram a atrair as atenções.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, cedeu 0,4% e fechou aos 1.551,91 pontos, em meio ao movimento de vendas nos mercados globais. As informações são da Dow Jones. 

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