Bolsas na Europa caem, a despeito de leilão na Espanha

Pressão veio dos indicadores negativos da China, da zona do euro e resultados do mercado de emprego nos Estados Unidos

Sergio Caldas, da Agência Estado,

20 de setembro de 2012 | 14h21

A maioria das bolsas europeias voltou ao território negativo e fechou em baixa nesta quinta-feira, depois da alta generalizada de quarta-feira (19), com a pressão exercida por indicadores negativos da China, zona do euro e Estados Unidos. O índice Stoxx Europe 600 encerrou o dia com perda de 0,15%, aos 274,50 pontos, após bater a mínima de 273,06 pontos.

Tanto a China, segunda maior economia do mundo, quanto a zona do euro continuam a registrar enfraquecimento no setor manufatureiro, segundo dados divulgados mais cedo. O índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) HSBC do setor de manufatura da China preliminar de setembro subiu para 47,8, mas apontou contração pelo 11º mês consecutivo, enquanto o PMI composto da zona do euro caiu para 45,9 em setembro, o menor nível desde junho de 2009.

Também desagradou investidores o indicador semanal de auxílio-desemprego dos EUA. Na semana encerrada em 15 de setembro, o número de trabalhadores norte-americanos que pediram o benefício caiu 3 mil, para 382 mil, ficando bem aquém da queda estimada pelos analistas, de 9 mil solicitações.

Os números desfavoráveis acabaram ofuscando o bom resultado do leilão de títulos realizado nesta quarta-feira pela Espanha. O Tesouro espanhol conseguiu vender 4,8 bilhões de euros (US$ 6,3 bilhões) em bônus de três e dez anos, mais do que o máximo pretendido de 4,5 bilhões de euros. A taxa paga pelo papel mais longo caiu em relação à última oferta em que o título foi vendido.

Por outro lado, o índice de atividade industrial do Federal Reserve da Filadélfia, referente a setembro, surpreendeu positivamente e ajudou as ações europeias a reduzir as perdas.

Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 0,57% e fechou aos 5.854,64 pontos, com o setor minerador sentindo com mais força o impacto dos dados da China e zona do euro. Evraz recuou 6% e Anglo American cedeu 4,4%. A Imperial Tobacco, por outro lado, avançou 2,7% após divulgar projeções para o ano que atenderam as expectativas.

O índice CAC 40, de Paris, teve queda de 0,62%, para 3.509,92 pontos. O destaque de baixa no mercado francês foi a Peugeot, cujas ações caíram 3,3% após a empresa revelar que espera levantar 900 milhões de euros com a venda de uma participação majoritária na Gefco, sua unidade de logística, para a Russian Railways.

Na Alemanha, Commerzbank, BMW e Man perderam 4,1%, 2,9% e 2,1%, respectivamente. A Daimler, por sua vez, recuou 2% depois de reduzir a projeção de lucros para este ano de sua divisão Mercedes-Benz Cars. Em Frankfurt, o índice Dax 30, no entanto, fechou praticamente inalterado, com ligeira queda de 0,02%, aos 7.389,49 pontos.

Em Madri, o índice Ibex 35 caiu 0,95%, para 8.022,10 pontos. O índice FTSE MIB, de Milão, registrou o pior desempenho desta quinta, com baixa de 1,68%, encerrando o pregão aos 15.830,28 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 destoou e acabou subindo 0,08%, para 5.337,92 pontos. As informações são da Dow Jones.

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